O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acumula 16 dias fora do Brasil em 2026, distribuídos em 4 viagens a 8 países. A mais recente foi à Europa, de 16 a 21 de abril: 6 dias em Espanha, Alemanha e Portugal. A agenda incluiu o Fórum da Democracia, a Feira de Hannover e reuniões bilaterais.
No total do mandato atual, de 2023 a 2026, Lula acumula 154 dias fora do país, em 44 viagens a 41 nações. O ano de maior ausência foi 2023, com 62 dias. Em 2024, o número caiu para 26 –período em que o presidente se recuperou de uma cirurgia na cabeça. Em 2025, voltou a subir para 50.

No giro europeu, Lula se reuniu com o chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez (Psoe, esquerda), em Barcelona na 1ª Cúpula Brasil-Espanha e participou do Fórum de Defesa da Democracia. Fecharam 15 atos, sendo 1 em minerais críticos. No fórum, o petista afirmou que o papel dos progressistas é “desmascarar” quem “diz estar ao lado do povo, mas governa para os mais ricos”. Foi uma referência a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em Hannover, disse ao chanceler Friedrich Merz (CDU, centro-direita) que a relação dos 2 “não é ideológica”. Os países fecharam 10 acordos em defesa, IA e bioeconomia. Na abertura da Feira de Hannover, criticou as barreiras europeias aos biocombustíveis: “Está mais do que na hora de a Europa superar sua resistência ideológica aos biocombustíveis”.
Em Lisboa, Lula tratou com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro (PSD, direita), da nova lei de nacionalidade portuguesa e declarou ser preciso “dar logo” o Nobel da Paz a Donald Trump (partido Republicano) para “não ter mais guerra”.
A viagem mais longa do ano foi o giro pela Ásia, de 17 a 25 de fevereiro –8 dias em que o petista passou por Índia, Coreia do Sul e Emirados Árabes. A passagem de Lula pelas nações incluiu visitas de Estado, a cúpula de inteligência artificial em Nova Délhi, o Fórum Empresarial Brasil-Coreia em Seul e uma reunião em Abu Dhabi.
Em março, Lula esteve 1 dia na Colômbia para o Fórum da Celac. Antes disso, havia passado 1 dia no Panamá para participar do Fórum Econômico América Latina e Caribe. O compromisso durou menos de 24 horas e se realizou de 27 a 28 de fevereiro.

Janja supera Lula no exterior
A primeira-dama Janja Lula da Silva acumula 20 dias fora do Brasil em 2026. São 4 dias a mais que o marido no mesmo período. Foram 4 viagens a 6 países.
A primeira foi à Ásia, de 17 a 25 de fevereiro, quando acompanhou parte dos compromissos de Lula na Coreia do Sul e nos Emirados Árabes –8 dias fora. Em março, Janja passou 5 dias nos Estados Unidos, de 8 a 13, para integrar a missão brasileira na 70ª sessão da CSW (Comissão sobre a Situação da Mulher), ligada à ONU.
A viagem mais recente foi à Europa, de 15 a 22 de abril –7 dias em Espanha, Alemanha e Portugal, com compromissos sobre direitos humanos e reuniões bilaterais ao lado de Lula.
Em Madri, antes de Lula chegar a Barcelona, Janja visitou o sistema espanhol de acompanhamento de casos de violência de gênero, o VioGén, e se reuniu com o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e com a ministra da Igualdade, Ana Redondo.
Em 16 de abril, já em Valência, Janja participou do encontro “Não à guerra, não à violência política: por um mundo ecofeminista”. No dia seguinte, em Barcelona, a primeira-dama participou de painel sobre acesso global à justiça para mulheres e meninas do GPM (Global Progressive Mobilisation). No evento, criticou as big techs.
Desde 2023, Janja soma 177 dias fora do Brasil –23 a mais que o presidente no mesmo período. Foram 37 viagens a 38 países. O ano de maior ausência dela também foi 2023, com 62 dias. Em 2024, ficou 41 dias no exterior; em 2025, 54.
METODOLOGIA
A metodologia do Poder360 para os dados de Lula contabiliza como 1 dia toda ausência em que o presidente passa a maior parte do horário de trabalho (das 8h às 17h) fora do país, a partir do embarque.
Para Janja, o critério considera como 1 dia qualquer ausência superior a 12 horas, seja no dia do embarque ou do desembarque.
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