A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) usou seu discurso nesta 3ª feira (14.abr.2026), durante a posse de José Guimarães (PT-CE) na Secretaria de Relações Institucionais, para defender o STF: “O Supremo Tribunal Federal é uma instituição que tem um papel muito relevante para a defesa e fortalecimento da democracia brasileira”.
A ex-ministra da articulação do governo deu a declaração horas depois de o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), apresentar seu relatório final em que pede o indiciamento de 3 ministros da Corte –Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes– e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Gleisi também se posicionou contra qualquer tentativa de relativizar as penas impostas pelo Tribunal. “A pacificação de um país não se faz pela ausência ou relativização de responsabilidades ou penas, mas pela Justiça assentada em regras claras e existentes dentro do devido processo legal”, disse.
Trata-se de uma provável referência ao PL da Dosimetria.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pautou para 30 de abril a análise do veto de Lula. O projeto aprovado por deputados e senadores reduz a pena de envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro e outros réus condenados por tentativa de golpe de Estado. Beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Essa democracia foi ameaçada por uma tentativa de golpe. Não podemos esquecer disso, sob pena de ser repetido”, declarou Gleisi.
BALANÇO NO MINISTÉRIO
No discurso, Gleisi também fez um balanço de sua gestão à frente da SRI. Citou a aprovação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000, a regulamentação da Reforma Tributária, o PL Antifacção, a PEC da Segurança Pública e o pacto contra o feminicídio.
Ela agradeceu ao secretário André Ceciliano, que não estava presente, e mandou um “abraço” ao secretário Olavo Noleto, que chegou a ser cotado para assumir o ministério.
A cerimônia contou com a presença de ministros, congressistas, governadores e líderes aliados.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava presente, junto com o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). O ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o atual, Hugo Motta (Republicanos-PB).
