O SBT exibiu nesta sexta-feira (25/9), durante o programa do Ratinho, o direito de resposta da deputada Erika Hilton (PSol-SP) após decisão da Justiça de São Paulo.
Em um vídeo de quase dois minutos, Erika começou relembrando que conseguiu o direito após Ratinho a desrespeitá-la durante o exercício do trabalho dela como deputada. “Ratinho disse que eu não poderia exercer meu trabalho por ser quem eu sou e negou, diante do país inteiro, que eu sou uma mulher. A liberdade de expressão não é absoluta”, iniciou a deputada.
Durante a fala, Erika destacou que o Brasil é um dos países mais violentos para pessoas trans e para mulheres, e que discursos de ódio alimentam essas violências.
“Quando alguém usa a televisão para negar quem nós somos, isso não é apenas opinião, isso produz discriminação, produz humilhação e alimenta a violência. Assim como o racismo, a transfobia é crime no Brasil. Quando sofremos preconceito, essa é uma dor que dói na alma, mas o preconceito também gera violência, violência que mata todos os dias”, afirmou.
A parlamentar ganhou o direito após o apresentador falar durante o programa, que mulheres transexuais não seriam mulheres por não terem características biológicas como menstruação ou a presença de útero. A afirmação foi feita em tom de crítica à deputada, após ela assumir a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, em março.
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A decisão da Justiça determinou que um vídeo da parlamentar deveria ser exibido durante o horário do programa até 2 de outubro, véspera do 1° turno das eleições. Caso não fosse cumprido, a emissora teria que pagar uma multa de R$ 50 mil por dia.
Em setembro, o apresentador voltou a ser alvo de uma representação da deputada após fazer as mesmas afirmações em um podcast. Os advogados de Erika pedem uma nova investigação contra Ratinho por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.

