Um levantamento divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), nessa sexta-feira (25/9), indicou que todas as praias de Peruíbe até Guarujá, no litoral sul de São Paulo, estão impróprias para banho, com exceção de duas.
Ao todo, a Cetesb informou que 90 praias estão impróprias para banho. Destas, 65 estão localizadas no litoral sul. Ainda de acordo com o órgão, somente 85 praias estão próprias para banhistas no estado.
Veja as praias impróprias:
- Rio Itamambuca – Ubatuba
- Itaguá – Ubatuba
- Enseada – Ubatuba
- Perequê-Mirim – Ubatuba
- Lázaro – Ubatuba
- Sapé – Ubatuba
- Cocanha – Caraguatatuba
- Martim de Sá – Caraguatatuba
- Prainha – Caraguatatuba
- Centro – Caraguatatuba
- Indaiá – Caraguatatuba
- Armação – Ilhabela
- Sino – Ilhabela
- Itaquanduba – Ilhabela
- Grande – Ilhabela
- São Francisco – São Sebastião
- Prainha – São Sebastião
- Arrastão – São Sebastião
- Pontal da Cruz – São Sebastião
- Deserta – São Sebastião
- Porto Grande – São Sebastião
- Preta do Norte – São Sebastião
- Toque-Toque Pequeno – São Sebastião
- Boraceia-Norte – São Sebastião
- Boraceia-Rua Cubatão – São Sebastião
- São Lourenço – Próximo Morro – Bertioga
- Enseada – Indaiá – Bertioga
- Enseada – Vista Linda – Bertioga
- Enseada – Sesc – Bertioga
- Perequê – Guarujá
- Pernambuco – Guarujá
- Enseada – Estrada Pernambuco – Guarujá
- Enseada – Avenida Atlântica – Guarujá
- Enseada – Rua Chile – Guarujá
- Enseada – Avenida Santa Maria – Guarujá
- Pitangueiras – Avenida Puglisi – Guarujá
- Pitangueiras – Rua Senador Valadão – Guarujá
- Astúrias – Guarujá
- Guaíba – Guarujá
- Rio Perequê – Cubatão
- Ponta da Praia – Santos
- Aparecida – Santos
- Embaré – Santos
- Boqueirão – Santos
- Gonzaga – Santos
- Pompeia – Santos
- José Menino – Ria Frederico Ozanan – Santos
- Praia da Divisa – São Vicente
- Itararé – Posto 2 – São Vicente
- Praia da Ilha Porchat – São Vicente
- Milionários – São Vicente
- Gonzaguinha – São Vicente
- Prainha – São Vicente
- Canto do Forte – São Vicente
- Boqueirão – São Vicente
- Guilhermina – Praia Grande
- Aviação – Praia Grande
- Vila Tupi – Praia Grande
- Ocian – Praia Grande
- Vila Mirim – Praia Grande
- Maracanã – Praia Grande
- Vila Caiçara – Praia Grande
- Real – Praia Grande
- Balneario Flórida – Praia Grande
- Jardim Solemar – Praia Grande
- Vila São Paulo – Mongaguá
- Central – Mongaguá
- Vera Cruz – Mongaguá
- Santa Eugênia – Mongaguá
- Itaóca – Mongaguá
- Agenor de Campos – Mongaguá
- Flórida Mirim – Mongaguá
- Campos Elíseos – Itanhaém
- Suarão – Itanhaém
- Suarão – AFPESP – Itanhaém
- Parque Balneário – Itanhaém
- Centro – Itanhaém
- Praia dos Pescadores – Itanhaém
- Sonho – Itanhaém
- Jardim Cibratel – Itanhaém
- Estância Balneária – Itanhaém
- Jardim São Fernando – Itanhaém
- Balneário Jardim Regina – Itanhaém
- Balneário Gaivota – Itanhaém
- Icaraíba – Peruíbe
- Parque Turístico – Peruíbe
- Balneário São José Batista – Peruíbe
- Centro – Peruíbe
- Prainha – Peruíbe
- Guaraú – Peruíbe
Segundo o biólogo e professor do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paul9 (USP), Alexander Turra, as fortes chuvas recentes que atingiram o litoral nos últimos dias é um dos fatores que pode ter influenciado no aumento do número de praias impróprias. Turra diz que a falta de saneamento básico em cidades litorâneas se soma às condições climáticas e contribui para a poluição das praias.
Ele explicou que as instabilidades acabam levando os dejetos presentes nas ruas das cidades litorâneas para o mar. A situação mais grave acontece quando as fossas, especialmente onde não há rede de esgoto implementada, extravasam.
“Isso se soma a um fenômeno que nós temos na Baixada Santista como um todo, que é uma quantidade de pessoas morando em situações de fragilidade, em aglomerados subnormais, nos quais não há a possibilidade de se coletar o esgoto. Então essa carga orgânica que é jogada diretamente no ambiente acaba saindo pelos canais de Santos ou de São Vicente e acaba sendo distribuída nessa região”, explica.
O especialista, que é e coordenador da Catedral Unesco para a Sustentabilidade do Oceano, ainda alertou para os problemas que um mar impróprio pode causar nos banhistas.
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“As pessoas podem acabar tendo um tipo enfermidade associada a bactérias ou a vírus presentes nesses corpos de água (micro-organismos). A gente está falando de cólera, desinteria, colites, de doenças que podem levar inclusive a óbito”, alerta o professor.
Expectativa para o feriado de 12/9
- Apesar do número alto de praias impróprias para banho divulgado nessa sexta-feira (25/9), o professor diz que até o próximo feriado, no dia 12 de outubro, a situação pode estar um pouco melhor.
- Segundo ele, no momento em que a chuva dar uma trégua, o oceano vai conseguir processar o material orgânico que está concentrado nele, por meio de um processo ecossistêmico com fitoplanctons.
- “Na medida em que você para de aumentar a carga orgânica chegando nas praias por conta dessa chuva e da elevação do lençol freático, você vai ter o oceano processando esses nutrientes, essa matéria orgânica e levando uma melhora na qualidade ambiental”.
Cristina Camolez, geógrafa da Cetesb, recomenda que, logo após as tempestades, pelo menos nas primeiras 24 horas após chuvas intensas, o banhista não entre na água, tome bastante cuidado e não tome banho de mar.

