O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a Receita Federal identificou uma movimentação de R$ 11,6 bilhões em estruturas financeiras investigadas na terceira fase da Operação Crédito Oculto.
Na manhã desta quinta-feira (24/9), o chefe da pasta ressaltou que os recursos passaram por diferentes camadas de fundos, empresas e instituições financeiras usadas para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro.
A força-tarefa foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a compra de distribuidoras de combustíveis.
“Quando a gente olha para todo o material que a Receita apurou, a gente identifica essa movimentação de R$ 11,6 bilhões”, afirmou Durigan.
Ele afirmou que há uma “lavanderia” do crime organizado no país.
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“Essa ‘lavanderia’ no Brasil, daqui por diante, com os sistemas automatizados usando inteligência artificial da Receita, vão ser mais prontamente identificados”, disse.




Ministro da Fazenda disse que há lavanderia do crime organizado no país
HUGO BARRETO / METRÓPOLESNova fase da Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24/9)
Divulgação/ Receita FederalOperação é realizada pelo Gaeco
Divulgação/MPSPA investigação revelou o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o controle da usina sucroalcooleira e viabilizar a compra da distribuidora.
Entre os 40 alvos da operação estão o sócio proprietário do Banco Genial Humberto Tupinambá, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono do Grupo Entre Investimentos e delator do Caso Master.
“Receita Federal tem trabalhado arduamente junto com os nossos parceiros, em especial aqui o Ministério Público de São Paulo, o Gaeco, mas também com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal”, afirmou Durigan.
“Agora estamos olhando para a próxima etapa, que é sobre a Entre, que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem de fato era o adquirente”, acrescentou o ministro.

