O Uzbequistão vem ganhando espaço entre viajantes interessados em destinos menos óbvios. Localizado no coração da Ásia Central, o país reúne cidades históricas que cresceram ao longo da antiga Rota da Seda e preservam mesquitas, madraças, mausoléus e mercados que ajudam a contar séculos de intercâmbio entre Ásia, Oriente Médio e Europa.
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Quatro cidades formam o eixo principal de uma primeira viagem pelo país: Tashkent, Samarkand, Bukhara e Khiva. Cada uma revela uma camada diferente da história uzbeque, marcada por impérios, comércio, influência islâmica e, mais recentemente, pelo período soviético.

Samarkand e o coração da Rota da Seda
Entre os destinos mais conhecidos está Samarkand, antiga parada estratégica entre Oriente e Ocidente. O grande cartão-postal é a Praça Registan, cercada por madraças monumentais e fachadas revestidas por mosaicos azuis e turquesa.

A importância histórica da cidade é reconhecida oficialmente pela Unesco, que inclui “Samarkand, Crossroad of Cultures” na Lista do Patrimônio Mundial desde 2001.
Segundo a organização, a cidade reúne monumentos que refletem o encontro de diferentes culturas ao longo de sua história.
Bukhara, uma cidade moldada por viajantes
Bukhara também ocupa papel central nesse passado comercial. Durante séculos, a cidade funcionou como ponto de parada para mercadores que atravessavam a Ásia Central e ainda preserva mesquitas, madraças e antigos caravanserais.
O centro histórico de Bukhara integra o Patrimônio Mundial da Unesco desde 1993 e é um dos seis bens culturais uzbeques atualmente reconhecidos pela organização.

Khiva parece uma viagem no tempo
Mais a oeste fica Khiva, conhecida pela cidade murada de Itchan Kala. O conjunto histórico conta com muralhas, minaretes e construções tradicionais que dão ao destino uma atmosfera bastante diferente das grandes cidades.
Itchan Kala também faz parte da lista da Unesco e foi o primeiro sítio do Uzbequistão inscrito como Patrimônio Mundial, em 1990.

Tashkent vive uma nova fase
Se as cidades históricas contam o passado, Tashkent ajuda a entender o momento atual do país. A capital combina arquitetura soviética, mercados tradicionais e uma cena cultural que vem passando por transformação.
A revista Condé Nast Traveler, referência em turismo, incluiu Tashkent entre os melhores destinos da Ásia para visitar em 2026. A publicação destaca a abertura do Centre for Islamic Civilisation e do Centre for Contemporary Art, além da recuperação de antigas casas nos bairros históricos para projetos ligados a arte, residências e produção cultural.
Neste ano, a própria arquitetura modernista de Tashkent também entrou para a Lista do Patrimônio Mundial da Unesco.

Como circular pelo país
Outro ponto que facilita a viagem é a conexão ferroviária entre os principais destinos. Um bom exemplo é o trem de alta velocidade Afrosiyob, usado para percorrer trechos entre cidades como Tashkent, Samarkand e Bukhara.
Para 2026, novos investimentos ferroviários fazem parte da expansão turística do país.

A quem pretende organizar a viagem, a publicação recomenda especialmente primavera e outono, quando as temperaturas costumam ser mais agradáveis. A indicação é priorizar os meses de abril a junho e setembro a outubro.
De cidades muradas em pleno deserto a uma capital que investe em novos espaços culturais, o Uzbequistão oferece uma combinação pouco comum entre passado e presente. E é justamente essa mistura que ajuda a explicar por que o país vem aparecendo com mais frequência nos radares internacionais de viagem.
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