O policial militar Raphael Gomes Damasceno, que foi denunciado na última sexta-feira (11/9) pelo homicídio da médica Andréa Marins, em março deste ano, esteve de volta às ruas desde agosto. A Polícia Militar do Rio de Janeiro havia dito que ele estava afastado para “funções administrativas”.
O outro PM denunciado pelo homicídio, José Jorge Ferreira Dias, pediu, no início de setembro, para ir para a reserva. Até então, ele estava trabalhando no controle de acesso na portaria do 9º Batalhão de Polícia Militar, afastado das ruas.





Boletim mostrando que Raphael Gomes Damasceno estava em policiamento
Andréa era oncologista
Reprodução/InstagramEla trabalhava na área há 28 anos
Reprodução/InstagramAndréa Marins Dias, de 61 anos
Reprodução/ Redes SociaisRaphael Gomes Damasceno é lotado no 9º Batalhão de Polícia Militar, em Rocha Miranda, bairro próximo de onde Andréa Marins foi assassinada. O subtenente estava atuando, desde agosto, no policiamento extraordinário do 31º Batalhão de Polícia Militar, no Recreio, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro.
Em março, a Polícia Militar fluminense disse que os policiais estavam afastados até o fim das investigações. Raphael Gomes Damasceno e José Jorge Ferreira Dias não estão respondendo a processos administrativos disciplinares (PADs) pelo homicídio.
Os nomes dos policiais só foram revelados com a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro, na última semana.
De acordo com o Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Gaesp), os agentes faziam buscas por veículos envolvidos em roubos na região e perseguiam um Corolla Cross prata. Após perderem o carro de vista, localizaram um Corolla Cross branco, conduzido por Andréa, e atiraram sem confirmar se se tratava do 1º veículo.
O MPRJ afirma que os policiais agiram com dolo eventual, ao assumirem o risco de matar uma pessoa sem relação com os fatos investigados. A acusação é baseada em imagens de câmeras de vigilância e em laudos periciais, porque a câmera corporal dos dois estava descarregada.
Procurada, a Polícia Militar informou que, após a denúncia, Raphael Damasceno pediu para entrar em licença para tratamento de saúde.


