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Votos da direita se pulverizam e embolam corrida ao Senado em Minas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Votos da direita se pulverizam e embolam corrida ao Senado em Minas

Belo Horizonte – As pesquisas que medem a intenção de voto na disputa ao Senado por Minas Gerais mostram uma pulverização entre os candidatos de direita. Os levantamentos feitos pela Quaest, divulgado em 8 de setembro, e pelo Datafolha, que saiu em 11 de setembro, mostram os principais nomes de direita tecnicamente empatados no estado.

Ao todo, Minas tem 16 postulantes à Casa Alta do Legislativo nacional. Deles, sete nomes têm maior destaque, sendo cinco ligados a legendas de direita.

Nas pesquisas estimuladas e que combinam os dois votos que o eleitor pode dar neste pleito, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos (PT) lidera com 13% na Quaest e 12% na Datafolha.


O que torna a disputa pelo Senado diferente

  • Duas vagas: Cada estado e o DF elegerá dois senadores em 2026, e cada eleitor terá de escolher candidatos diferentes;
  • Os dois candidatos mais votados assumem as vagas, independentemente do percentual alcançado;
  • Pesquisas podem superar 100%: como cada entrevistado pode indicar dois nomes, a soma dos percentuais pode chegar a 200%. Os números não são diretamente comparáveis aos de uma eleição com voto único;
  • Segundo voto em disputa: um eleitor que já escolheu seu candidato principal ainda pode dar o segundo voto a outro nome, inclusive de campo político diferente;
  • Dobradinhas ganham importância: candidatos e partidos podem tentar formar combinações para compartilhar eleitores, mas ele não é obrigado a votar em dois nomes da mesma chapa;
  • Empate técnico não é igualdade: a margem de erro indica que não é possível afirmar quem está à frente, mas não significa que todos tenham exatamente o mesmo apoio;
  • Fragmentação tem dois efeitos: muitos nomes da direita disputam o mesmo eleitorado, mas a existência de duas vagas também permite que candidatos desse campo tentem crescer juntos;
  • Apoios podem pesar mais: com o primeiro voto mais consolidado, padrinhos políticos como Nikolas Ferreira e Cleitinho tentam direcionar a segunda escolha de seus eleitores;
  • Aécio alterou as combinações: ao entrar perto da eleição e aparecer imediatamente entre os primeiros, o tucano passou a disputar votos e possíveis dobradinhas com candidatos que já estavam em campanha.

Ela é seguida pelo ex-governador Aécio Neves (PSDB) que aparece com 10% das intenções de votos nas duas. Junto ao tucano estão senador e candidato à reeleição Carlos Viana (PSD) com 8% e 10% respectivamente; o deputado federal Domingos Sávio (PL) 6% e 8%; o ex-secretário de governo Marcelo Aro (PP) 4% e 6%.

As duas pesquisas apresentam uma margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para baixo, o que coloca em empate técnico Aécio, Carlos Viana, Domingos Sávio e Aro.

Além deles o ex-comentarista da Jovem Pan, Marco Antônio, o Superman (Novo) aparece com 1% e 2% nos estudos, mas recentemente ganhou o apoio do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador e favorito ao governo estadual Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

Já entre os candidatos mais a esquerda, além da liderança petista, a ex-deputada Áurea Carolina (PSol-MG) é a que aparece mais bem cotada com 2% na Quaest e com 3% no Datafolha. A professora Victória Mello Vic (PSTU) completa o “pódio” entre os mais progressistas, com 1% e 2%.

O anúncio tardio de Aécio Neves, feito em 28 de agosto, de que planejava concorrer ao Senado embaralhou mais a disputa entre os políticos mais a direita, com o candidato “estreando” nas pesquisas na segunda posição.

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