As exigências do governo Trump ao Brasil para que permitisse que “dissidentes políticos” participassem das Eleições de 2026 não impactaram as negociações sobre o tarifaço de 50% imposto ao Brasil.
Segundo uma fonte do governo ouvida pelo Metrópoles, as medidas foram prontamente negadas pela parte brasileira e não entraram na agenda oficial de discussões entre os países. As exigências datam de outubro de 2025, no contexto das tarifas adicionais impostas pelos EUA contra o Brasil e de sanções a autoridades brasileiras por meio da Lei Magnitsky.
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Posteriormente, em novembro, o governo norte-americano reduziu em 10% as tarifas impostas a produtos agrícolas brasileiros. Um mês depois, em dezembro, foram retiradas as sanções da Lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e sua esposa, Viviane Barci.
Documento dos EUA
O documento do governo de Donald Trump pediu ao Brasil que “dissidentes políticos” não sejam presos, detidos ou impedidos de participar das eleições de outubro.
“O Brasil deve se comprometer a realizar eleições presidenciais livres e justas em 2026 e não deve deter, prender, nem limitar arbitrariamente, de qualquer outra forma, a participação de dissidentes políticos no processo eleitoral”, diz trecho do texto.
O documento não cita o nome de Jair Bolsonaro, mas fontes a par do pedido indicam que os EUA se referiam ao ex-presidente preso por tentativa de golpe e manifestantes dos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro.
A existência do documento foi revelada pelo jornal O Estado de S. Paulo e confirmada pelo Metrópoles.

