O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) José Roberto Arruda (PSD) afirmou que pretende construir um hospital de cirurgias eletivas em uma das torres do Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD-DF), o antigo Centrad. A declaração foi feita durante sabatina realizada pela TV Globo, nesta quinta-feira (17/9).
Arruda aguarda julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre seu recurso acerca do registro de candidatura, indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF).
A construção do hospital em questão faz parte da proposta do candidato de construir cinco novos hospitais da Saúde na capital.
“Eu quero fazer o hospital do Recanto das Emas, de São Sebastião, do Sol Nascente, do câncer… e lá em uma das torres do Centrad, em um ano, quero construir o hospital das cirurgias eletivas”, revelou.
Ainda sobre Saúde do DF, o ex-governador destacou que é necessário aumentar o salário dos profissionais da área. Em virtude disso, Arruda prometeu abrir um contrato de emergência para, caso eleito, para melhorar a remuneração dos servidores.
“Nós temos que aumentar o salário, não pode brigar com o mercado. Se um médico na rede privada ganha R$30 a R$ 40 mil, não adianta pagar R$ 16 mil, porque ele não vai querer ficar”, ressaltou.
Também foi destacado pelo candidato a promessa de contratação de todos servidores aprovados em concurso, assim como a urgência de mudar a coordenação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF).
Leia também
BRB
Questionado sobre como poderia ser feita a recuperação do Banco de Brasília (BRB), Arruda frisou que, antes de definir qualquer plano definitivo, é necessária a divulgação do balanço do banco.
Contudo, ao levar em consideração que o balanço possa gerar condições de recuperação, o candidato disse que pretende tomar algumas medidas. Dentre elas, está o fechamento das agências fora de Brasília.
“Também é preciso acabar com esses patrocínios esdrúxulos de time de futebol, prêmio de Fórmula-1, salas vips… Precisamos reduzir o banco ao seu principal fundamento que é cuidar de Brasília e o Entorno”, acrescentou.
Arruda também disse que a “pedra fundamental” para cuidar do BRB fundamental é aplicação do Fundo Constitucional (FCO) no banco. O investimento em questão seria de cerca R$ 15 bilhões ano.
“Qualquer que seja o presidente eleito, eu o procurarei para viabilizar essa medida. O BRB é um instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico da região”, destacou.
Trânsito
Durante a sabatina, Arruda voltou a reafirmar que a solução para o trânsito da capital é o investimento em transportes sobre trilhos. Como proposta, afirmou que realizará construção de quatro novas linhas de Metrô.
“Não adianta fazer viadutos, tem que fazer novas linhas de Metrô. A solução é transporte sobre trilhos”, disse.
O candidato também ressaltou que pretende construir a quarta ponte do Lago Sul (DF), com saída na QI 28 da região. As obras incluíram a construção de um BRT, que interliga as regiões do Jardim Botânico, São Sebastião, Paranoá, Itapoã e Planaltina, além da duplicação da pista da barragem do Lago Paranoá.
Outras duas propostas apresentadas pelo candidato foi a construção da Interbairros, localizada na linha de transmissão que sai da Samambaia e passa por Taguatinga Sul, e do primeiro trecho do Anel Rodoviário.
“Essas duas obras são fundamentais para que sejam a roupa nova da Brasília que cresceu”, concluiu.
Outro temas
Ao falar da gestão do GDF, caso eleito, Arruda prometeu diminuir o número de secretarias e reduzir o número de cargos comissionados pela metade. Também foi dito que todas as secretarias iriam operar no Centrad logo em seu “primeiro dia de governo”.
“O governo centralizado é o que dá eficiência. Todos precisam estar juntos. O GDF hoje é um grande arquipélago de ilhas que não se comunicam”, acrescentou.
Sobre a Educação, o candidato voltou a reafirmar a pretensão de retomar as escolas integrais na capital e a necessidade de revisar o plano de carreira dos professores do DF.
Quanto a segurança pública, Arruda diz que também pretende retomar a ativação dos postos policiais, com militares das reservas atuando nos locais.

