A primeira parte da sessão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), que julga uma possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, terminou por volta das 13h. Veja:
A sessão foi interrompida por causa do horário de propaganda eleitoral. O combinado inicial era de que fosse retomada às 14h, conforme anunciado pelo presidente da Corte, Edson Fachin. No entanto, a assessoria do STF informou que voltaria só às 15h. Não foi informado o motivo.
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A primeira parte ficou marcada por acusações e bate-boca entre os ministros. Um dos principais protagonistas foram os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça.
Aos gritos, Gilmar afirmou que Mendonça agiu de maneira “político-eleitoral” ao pedir à PF que identificasse mensagens no âmbito do Caso Master, que investiga fraudes no sistema financeiro: “Evidente condução político eleitoral”, disse Gilmar, que completou com o dedo em riste “Isso não se faz. Pessoas decentes não fazem isso”.
Mendonça completou: Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um. Respeite esse Tribunal”. Gilmar completou: “Quem não se dá respeito, não merece respeito” e continuou a falar.
Em outro momento, foi a vez de Mendonça e Moraes. A discussão entre os dois começou após o ministro Luiz Fux dizer que existe uma Polícia Federal “paralela”.
“Quem tem medo da Polícia Federal?”, questionou Moraes em certo momento da sessão. Mendonça fez menção de responder e Moraes interrompeu. “Eu não estou perguntando a Vossa Excelência”.
“Quem chamou a PF e exigiu que colocasse um colega na colaboração premiada”, completou o ministro. “E vamos trazer aqui testemunhas que eu vou indicar, não só policiais, advogados, testemunhas. Eu tenho testemunhas de que o ministro André, em reunião, disse: ‘Peçam, incluam o ministro Alexandre’“, declarou Moraes, que foi interrompido por Mendonça.
André Mendonça começou a dizer que Moraes estava mentindo. “Pode chamar quem quiser, pode mentir.”

