O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou nesta segunda-feira (4/9) o CEO da Anthropic, Dario Amodei, após o empresário defender uma desaceleração no desenvolvimento dos modelos mais avançados de inteligência artificial (IA).
Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou como uma “conspiração doentia” a reação negativa de parte dos eleitores aos data centers de IA e a preocupação com os chamados modelos de fronteira, sistemas mais potentes, capazes de executar tarefas complexas.
“Ha uma conspiração DOENTIA em curso contra IA e os Data Centers, e o único que está feliz com isso é a China”, escreveu o presidente norte-americano.
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O ataque ocorre em meio ao esforço do governo Trump para acelerar a IA nos EUA. “O governo Trump impediu que ‘pessoas’ de IA fizessem coisas ruins, ou potencialmente ruins, como Dario (antrópico!), que agora finge ser um ‘anjinho perfeito’ – e continuaremos a fazer isso!”, disse Trump.
A Casa Branca trata a tecnologia como estratégica para a economia e para a disputa com a China.
No fim de semana, Trump reconheceu que será preciso algum tipo de regulamentação. Mas tem rejeitado alertas sobre riscos de segurança e defendido que o país avance rápido para manter a liderança sobre Pequim.
Confira:

CEOs defendem cautela
- A crítica a Amodei veio dias depois de o executivo dizer que as empresas deveriam reduzir o ritmo de desenvolvimento dos modelos mais avançados.
- A ideia é ganhar tempo para entender melhor os riscos antes de ampliar ainda mais a capacidade desses sistemas.
- Amodei, no entanto, não está sozinho.
- Outros nomes do setor, como Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, também já defenderam mais cautela no avanço da IA de fronteira.
Reunião com a China
O tema deve ganhar peso nos próximos dias. Trump tem reunião marcada com o presidente da China, Xi Jinping, em 24 de setembro.
A IA virou um dos principais pontos da disputa tecnológica entre Washington e Pequim. Os dois países competem por modelos cada vez mais potentes e pelo domínio da cadeia do setor.
O governo chinês também reagiu aos apelos por limites ao desenvolvimento da tecnologia.
“Alarmismo, confronto e competição feroz só vão interromper o processo de governança global da IA e não servirão aos interesses de ninguém”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, nesta segunda-feira, em Pequim.

