O deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) não registrou boletim de ocorrência sobre o furto que alega ter sofrido na sexta-feira (11/9), quando seu celular teria sido levado na Avenida Paulista, em São Paulo.
Até as 17h desta segunda-feira (14/9), não havia nenhum dado oficial sobre o crime no sistema da Polícia Civil paulista, conforme apurado pela coluna.







Cezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoDeputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
Crédito/Câmara dos DeputadosDeputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoDeputado Cezinha de Madureira (PL-SP)
Deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP)
Michel Jesus/Câmara dos DeputadosDeputado Cezinha de Madureira, presidente da Frente Parlamentar Evangélica, diz que Bolsonaro vetará Marco Legal dos Jogos de Azar
DivulgaçãoCezinha de Madureira, presidente da Comissão de Viação e Transporte
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoCezinha de Madureira em ato pró-Bolsonaro ao lado do senador Ciro Nogueira
ReproduçãoO governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o deputado Cezinha de Madureira (PL).
Reprodução/Redes SociaisO furto relatado pelo parlamentar ocorreu três dias antes de ele ser alvo de mandado de busca e apreensão da Polícia Federal, no âmbito da Operação Transparência, deflagrada nesta segunda-feira. A investigação apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
A autorização judicial para as buscas contra Cezinha foi assinada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no último dia 5 — seis dias antes da data em que o parlamentar declarou ter o celular levado por criminosos.
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Cezinha de Madureira foi procurado para se manifestar sobre a ausência de registro policial do furto do celular. O espaço segue aberto para manifestações.
Sobre a ação da PF, em suas redes sociais, afirmou em nota estar à disposição das autoridades para as quais “prestará todos os esclarecimentos necessários […] no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidades foi cometida”.
Roubo registrado em 2022
O furto que Cezinha declarou ter sofrido na Paulista não teria sido o primeiro crime do qual o deputado foi vítima.
Em agosto de 2022, ele e um acompanhante foram alvos de um roubo após o carro em que estavam furar um pneu, obrigando-os a parar na altura do número 33 da Avenida Presidente Castelo Branco, na região do Pari, no centro paulistano.
Conforme registrado em boletim de ocorrência eletrônico, o deputado retornava de Osasco na noite de 5 de agosto.
Ao menos seis assaltantes, segundo o B.O., ordenaram que Cezinha e o acompanhante deitassem no chão e os ameaçaram com uma arma de fogo e uma faca.
O bando levou os pertences das vítimas, além de duas mochilas e a chave do veículo. Entre os itens roubados estava até uma carteira funcional da Câmara dos Deputados.
Operação Transparência
A operação desta segunda-feira, batizada de Transparência pela PF, apura um grupo suspeito de negociar o pagamento de valores expressivos em troca de suposta influência sobre decisões judiciais.
Segundo a investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros e acertado pagamentos condicionados ao resultado de processos em andamento. Em troca, alegavam que poderiam influenciar as decisões.
A investigação começou em dezembro de 2025 para apurar possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares. No decorrer das diligências, a PF encontrou indícios que levaram à abertura dessa nova frente, voltada à suposta negociação de influência em processos judiciais.

