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Filho de Mario Covas pede expulsão do presidente do PSDB de SP

Radar Olhar Aguçado(há 19 minutos)
Filho de Mario Covas pede expulsão do presidente do PSDB de SP

Mario Covas Neto, filho do ex-governador de São Paulo Mario Covas, pediu a expulsão do presidente estadual do PSDB, Paulo Serra, e uma intervenção da direção nacional da legenda no diretório paulista. A representação acusa o dirigente tucano de infidelidade e de descumprir decisões partidárias durante a campanha eleitoral.

Diretor nacional do Instituto Teotônio Vilela e filiado ao PSDB na capital paulista, Covas Neto protocolou a representação junto à Executiva Nacional da sigla. Além da expulsão, ele pede o afastamento imediato de Serra da presidência estadual e a nomeação de um interventor para comandar o diretório.

Um dos principais motivos apresentados é o apoio de Paulo Serra aos candidatos ao Senado André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), apesar de Soninha Francine, do Cidadania, que faz parte da mesma federação partidária que o PSDB, integrar a disputa.

Segundo a representação, Serra teria reafirmado publicamente que Prado e Derrite são seus candidatos ao Senado. Covas Neto sustenta que a posição contraria decisões da Federação PSDB-Cidadania e configura uma “afronta à disciplina partidária”.

O documento cita dispositivos do estatuto do PSDB que preveem punição ao filiado que apoiar direta ou indiretamente candidatos de outros partidos em eleições nas quais a própria legenda participe. Entre as medidas disciplinares previstas está a expulsão.

Covas Neto também questionou um evento organizado por Paulo Serra e sua mulher, Ana Carolina Serra, com a participação de Prado e Derrite. Para ele, a iniciativa foi organizada “à margem das deliberações” da federação e provocou “constrangimento institucional” e “desagregação interna”.

Outro argumento usado no pedido envolve a propaganda eleitoral de Paulo Serra e Ana Carolina Serra em Santo André, no ABC Paulista.

A representação menciona uma decisão para retirada de peças de propaganda que, segundo o documento, não apresentavam a identificação partidária. Covas Neto argumenta que o episódio também configuraria violação do estatuto tucano, que prevê punições para filiados que deixem de mencionar a sigla e o nome do partido em propaganda eleitoral.

Com base nesses episódios, o filho de Mario Covas pede que a Executiva Nacional instaure um processo disciplinar com objetivo de expulsar Serra, intervenha no diretório paulista e nomeie um interventor.

Ele argumenta que a permanência de Serra no comando estadual colocaria em risco a unidade da federação, a campanha dos candidatos oficiais e a imagem pública do PSDB.

Ao divulgar a representação, Covas Neto afirmou que decidiu recorrer à direção nacional porque as normas internas da legenda devem ser respeitadas também pelos dirigentes.

“Protocolei uma representação à Executiva Nacional do PSDB porque acredito que as regras do partido precisam valer para todos, principalmente para quem ocupa posições de liderança”, escreveu.

Ele negou que a iniciativa tenha motivação pessoal e afirmou que o pedido envolve “coerência, responsabilidade, fidelidade às decisões partidárias e respeito à história” do PSDB.

A representação ainda será analisada pelas instâncias internas do partido. O pedido de expulsão, portanto, não significa que Paulo Serra tenha sido afastado ou expulso da legenda.

Procurado pelo Metrópoles, Paulo Serra não havia se manifestado até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto.

O PSDB Nacional, por sua vez, afirmou que não vai comentar o caso.

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