O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta quarta-feira (9/9) que preservar a integridade do Supremo Tribunal Federal (STF) é uma “questão de sobrevivência” para a República.
Em vídeo divulgado nas redes sociais em meio à crise entre ministros da Corte, Temer defendeu que os conflitos sejam resolvidos internamente e com respeito às instituições.
“O que deve prevalecer não são as pessoas, mas sim as instituições”, afirmou.
A declaração do ex-chefe do Executivo acontece no mesmo dia em que o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu decisões conflitantes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal (PF).
Segundo ele, o momento exige serenidade e diálogo para garantir a harmonia entre os Poderes. “Por isso, diante dos conflitos internos que hoje expõem a nossa Suprema Corte, eu sinto dever cívico pela vida pública e que construir de dirigir uma palavra de serenidade à nação”, disse Temer.
No período em que esteve na Presidência da República, Michel Temer indicou Alexandre de Moraes para o STF.
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Fachin levará caso ao plenário
Com a determinação de Fachin, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, permanece no cargo. Porém, o ministro também determinou que Andrei seja intimado para prestar informações no prazo de 48 horas.
Após esse período, Fachin vai analisar a permanência de Andrei no comando da PF.
Agora, o impasse será levado ao plenário da Corte.
No dia 15 de setembro de 2026, às 10h, o Plenário do STF realizará uma sessão extraordinária presencial para julgar a controvérsia envolvendo o afastamento do diretor-geral, e definir o futuro do próprio.

