Sentir gases e algum grau de inchaço abdominal depois das refeições é “extremamente comum”, conforme explica a médica Aline Amaro, de Brasília (DF). De acordo com a coloproctologista, isoladamente, esses sintomas não representam uma doença grave na maioria das vezes. Entretanto, quando a sensação de estufamento ocorre todos os dias, deve-se procurar uma avaliação especializada.
Leia também
A especialista reforça que a investigação médica passa a ser mais importante quando há uma mudança no padrão intestinal. “Quando o inchaço começa a acontecer praticamente todos os dias, aumenta progressivamente, persiste por semanas ou interfere de maneira significativa na alimentação, sono, trabalho ou qualidade de vida”, destaca.







Desequilíbrio na microbiota intestinal resulta no inchaço abdominal
Getty ImagesPuns em excesso mostram que o intestino não está em funcionamento pleno
FreepikNos últimos anos, a ciência tem destacado a importância da microbiota intestinal, ou seja, do conjunto de bactérias que vivem em nosso intestino, para a saúde geral
FreepikFique atento aos sinais
Galina Zhigalova/Getty ImagesA alimentação é essencial para evitar o desenvolvimento do câncer de intestino. Pessoas com obesidade e diabetes estão no grupo de risco
AlexLMX/Getty ImagesO intestino é um importante órgão e com vários papéis, como a digestão e a absorção de nutrientes
Jian Fan/Getty ImagesAline complementa que é preciso avaliar quando o indivíduo apresenta simultaneamente constipação, diarreia persistente ou dor abdominal recorrente.
Segundo a médica, determinados sinais exigem atenção ainda maior. Ela lista abaixo:
- Sangue nas fezes;
- Perda de peso sem explicação;
- Anemia;
- Dor abdominal intensa ou persistente;
- Vômitos;
- Febre;
- Mudança relevante do hábito intestinal.

A coloproctologista endossa sobre a distensão acentuada acompanhada da incapacidade de eliminar fezes ou gases rapidamente: “Isso pode indicar um quadro de obstrução intestinal”.
Aline pontua que ter gases ou barriga inchada “não significa indício de câncer”, mas sintomas novos, persistentes ou associados a esses sinais de alerta não devem ser simplesmente normalizados ou tratados definitivamente por conta própria. “Uma boa avaliação clínica costuma permitir diferenciar um desconforto funcional comum de situações que realmente precisam de exames complementares”, finaliza.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

