Últimas

Chefe de inteligência da PF afastado atuou no caso Marielle e na Amazônia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Chefe de inteligência da PF afastado atuou no caso Marielle e na Amazônia

O diretor de Inteligência da Polícia Federal, delegado Leandro Almada, afastado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, atuou no caso do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) – irmã de uma futura ministra de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – e na crise gerada por uma investigação da PF contra o ministro do Meio Ambiente de Jair Bolsonaro (PL) Ricardo Salles (Novo). Almada é tido como discreto entre os colegas e evita aparições públicas. Já chegou a defender, reservadamente, que casos ligados a terrorismo não fossem divulgados como se faz com outras operações para, segundo ele, não incentivar a criação de novos terroristas em solo brasileiro.

Militar do Exército entre 1990 e 1994, Alamda tornou-se delegado da Polícia Civil de 1997 a 2007. No ano seguinte, na Polícia Federal, atuou na Amazônia e no grupo de Investigações Sensíveis. Em 2021, o então superintendente da corporação no Amazonas, Alexandre Saraiva, enviou uma representação ao STF pedindo investigação do ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles.

Na sequência, foi retirado do cargo: Almada ficou em seu lugar e tornou-se superintendente no Amazonas.

Àquela altura, Almada já havia atuado no caso do homicídio de Marielle Franco, ocorrido em 2018. A apuração já identificava que havia ocorrido obstrução para dificultar a investigação. Mas, apenas em 2023, quando Almada tornou-se superinetente da PF no Rio, as investigações avançaram.

A PF indiciou os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão após fechar um acordo de colaboração premiada com o ex-policial militar e miliciano Ronnie Lessa.

Chefe de inteligência da PF afastado atuou no caso Marielle e na Amazônia — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado