Uma das principais preocupações da população do Distrito Federal é a segurança pública. Por isso, o Metrópoles buscou, dentro dos programas de governo dos 10 candidatos ao GDF, os planos de cada um para fortalecer (ou não) a Polícia Militar (PMDF).
Leia também
Confira as algumas das principais propostas dos candidatos para a corporação:
Celina Leão (PP)
- Criar batalhões nas regiões administrativas que ainda não têm, além de qualificar a infraestrutura e a capacidade operacional, priorizando a manutenção, reforma e adequação de batalhões, viaturas e equipamentos operacionais;
- Reforçar o efetivo e a capacidade operacional do Batalhão Escolar e ampliar o modelo de gestão compartilhada nas escolas públicas do DF (escola cívico-militar);
- Fortalecer e integrar programas como o Policiamento de Prevenção à Violência Doméstica da PMDF (PROVID), em articulação com as demais forças de segurança e o sistema de justiça.
Leandro Grass (PT)
- Articulação para que 100% das ocorrências de violência contra a mulher tenham classificação de risco imediata;
- Atuação integrada e reforço policial em terminais, paradas e trajetos seguros, atuando em conjunto com protocolos de resposta rápida a assédios e importunações;
- Implementação e fortalecimento do modelo de “policial que conhece a comunidade e protege melhor”, priorizando a presença nos territórios e o aumento da sensação de segurança nas regiões administrativas.
José Roberto Arruda (PSD) – teve a candidatura rejeitada pelo TRE-DF
- Emprego de tecnologia para análise preditiva, antecipando ocorrências e dando suporte ao planejamento de policiamento de rua e de inteligência;
- Patrulhamento a intervenções urbanas (iluminação, câmeras e monitoramento), além da participação ativa do cidadão, por meio do aplicativo “GDF na Palma da Mão”, em que será possível notificar “sinais de violências” e riscos urbanos;
- Uso intensivo de dados e inteligência artificial, com foco no fortalecimento da inteligência, na prevenção de crimes e no apoio ao planejamento operacional e à atuação integrada das forças policiais.
Paula Belmonte (PSDB)
- Reconhecimento facial e cruzamento de dados com o Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) para alertar diretamente a viatura mais próxima na captura de foragidos;
- Uso de inteligência para direcionar a presença e a atuação da PMDF em áreas de maior risco, como os centros das Regiões Administrativas e o entorno de escolas;
- Monitoramento territorial e cruzamento de dados para identificar com maior agilidade agressores foragidos ou em descumprimento de medidas protetivas.
Ricardo Cappelli (PSB)
- Atuar contra organizações criminosas, homicídios, roubos, furtos, receptação, tráfico de armas e drogas, além de crimes digitais, por meio de inteligência, análise financeira e ações territoriais integradas;
- Integrar a segurança com saúde, assistência social e o sistema de justiça para avaliar riscos, acompanhar medidas protetivas e atender casos de maior risco de forma especializada;
- Utilizar iluminação, videomonitoramento e novas tecnologias com base legal, supervisão humana, proteção de dados e avaliação de resultados.
Kiko Caputo (Novo)
- Expansão do modelo de policiamento de proximidade, comunitário e orientado ao problema nas regiões administrativas, alinhando a atuação policial às demandas específicas de cada comunidade;
- Fortalecimento da segurança escolar em articulação com a comunidade e as redes de proteção social, integrando ações educativas e preventivas nas escolas da rede pública;
- Integração operacional e tecnológica da PMDF com as demais forças de segurança, promovendo compartilhamento de informações em tempo real e atuação conjunta nos centros de comando e controle.
Professora Samara Mineiro (UP)
- Implementação imediata e obrigatória do monitoramento das ações policiais por meio de câmeras para coibir abusos de agentes fardados;
- Retirada imediata da Polícia Militar da gestão pedagógica e administrativa das escolas públicas, encerrando o modelo das escolas cívico-militares;
- Transição para o policiamento de ciclo completo com carreira única e civil, rompendo com o modelo herdado da ditadura militar.
Elisson Ferreira (Agir)
- Utilização ampla do sistema de videomonitoramento inteligente e do programa DF Inteligente, com monitoramento em áreas comerciais, escolas, hospitais, terminais de transporte e espaços públicos;
- Ampliação do uso de reconhecimento de placas de veículos e monitoramento nas áreas de grande circulação;
- Realizar diagnóstico completo da infraestrutura das forças de segurança nos primeiros 100 dias de governo, além de construir, reformar e modernizar os batalhões da Polícia Militar.
Expedito Mendonça (PCO)
- Dissolução da Polícia Militar e de “todo o aparato repressivo”;
- Direito de autodefesa e armamento para os trabalhadores do campo e indígenas;
- Formar comitês de autodefesa dos trabalhadores da cidade, do campo e das comunidades de índios.
Professor Robson (PSTU)
- Desmilitarização da PM e criação de uma segurança pública sob controle comunitário;
- Fim da militarização das escolas, ampliação e efetivação da gestão democrática das escolas;
- Organizar uma divisão policial especializada na proteção de mulheres vítimas de ameaças.

