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Laudo descarta hipótese de suicídio e conclui que PM Gisele foi assassinada

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Laudo descarta hipótese de suicídio e conclui que PM Gisele foi assassinada

Laudo complementar do Instituto de Criminalística de São Paulo mostra que a hipótese de suicídio da soldado Gisele Alves Santana, da Polícia Militar, foi considerada incompatível com os elementos analisados na investigação.

De acordo com o documento, a hipótese de que a morte teria sido decorrente de suicídio foi falsificada e, por isso, descartada. O IC identificou na última terça-feira (1/9) divergências materiais determinadas entre a versão inicial apresentada e os vestígios físicos encontrados, além de um estudo detalhado das manchas de sangue na cena, que invalidaram categoricamente a hipótese de suicídio e sustentaram a participação de uma segunda pessoa na morte da PM de 32 anos.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão preventiva do tenente-coronel da reserva da Polícia Militar (PM) Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana. A decisão, em caráter liminar, foi assinada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca na última semana.

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro
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Gisele foi encontrada morta em fevereiro

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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto
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Gisele Alves Santana e Geraldo Leite Rosa Neto

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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio
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Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas depois o coronel foi preso e é investigado por feminicídio

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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais
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Oficial ignorou recomendação e cruzou a porta do imóvel acompanhado por policiais

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Publicação no Diário Oficial garante salário integral ao coronel, que somou mais de R$ 28 mil, enquanto a PM Gisele recebia R$ 7 mil

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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia
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Policiais reforçam que qualquer manipulação deve ser feita apenas pela perícia

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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele
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Tenente-coronel teve prisão decretada por morte da esposa, a PM Gisele

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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel
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PM Gisele: novos depoimentos podem levar à expulsão de tenente-coronel

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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas
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Gisele foi socorrida e morreu no Hospital das Clínicas

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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro
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Soldado era casada com tenente-coronel, que estava no apartamento no momento do tiro

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Gisele Alves Santana
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Gisele Alves Santana

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Soldado foi ferida com a arma do marido
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Soldado foi ferida com a arma do marido

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A defesa do réu havia entrado com um pedido de habeas corpus contra um acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), sustentando “ausência de fundamentação concreta da prisão preventiva” e afirmando que Geraldo Leite Rosa Neto colaborou com as investigações e que passou para a inatividade da Polícia Militar.

Ao indeferir o pedido, o ministro concluiu que a decisão anterior encontra-se devidamente amparada diante do “risco concreto à regular produção da prova, porquanto o paciente, além de ocupar posição elevada na hierarquia da Polícia Militar, sendo policiais diversas das testemunhas arroladas, teria adotado condutas voltadas à eliminação de vestígios e à alteração da cena dos fatos”.

Na sexta-feira (28/8), o interrogatório do tenente-coronel foi adiado pela segunda vez. Previsto para aquela data, o depoimento foi remarcado para 8 de setembro no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo. Inicialmente, Geraldo Leite Rosa Neto deveria ser ouvido em 3 de julho. A mudança ocorreu após um novo pedido da defesa, que insiste na inclusão de um laudo suplementar ao processo.


Relembre o caso


Desembargador não está entre testemunhas arroladas

O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, amigo pessoal do tenente-coronel e para quem Geraldo ligou após o disparo, não foi arrolado como testemunha para a audiência de instrução. Os autos mostram que tanto a acusação quanto a defesa entenderam que a participação dele, embora relevante no dia dos fatos, não era necessária ou pertinente para a prova do crime em si.

O magistrado foi até o apartamento na manhã em que Gisele foi encontrada morta e orientou o tenente-coronel. Antes disso, o militar havia ligado diversas vezes para o desembargador.

Cogan relatou à Polícia Civil que, naquela manhã, havia acabado de sair de uma aula de ginástica, quando recebeu uma ligação do coronel, que falava de forma acelerada e nervosa. Registros da Polícia Científica, obtidos pelo Metrópoles, mostram que esse contato não foi imediato nem único.

Antes de conseguir falar pela primeira vez com o desembargador, às 8h04, o tenente-coronel tentou contato, ao menos três vezes, entre 8h02 e 8h03, sem sucesso. Há ainda registros de novas oito tentativas até que, por volta das 8h41, o magistrado atende novamente à chamada do oficial.

Além do desembargador, Geraldo Neto já havia feito outras ligações, tentando acionar o 190, não aguardando atendimento em um primeiro momento. Também falou com um superior e, só depois, voltou a buscar contato externo, incluindo o magistrado.

Prisão do coronel

A prisão do oficial Geraldo Leite Rosa Neto foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, em um condomínio residencial de São José dos Campos, interior de São Paulo, exatamente um mês após a morte da esposa.

Ao chegar às dependências do Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo, na tarde de quarta-feira (18/3), o tenente-coronel foi recebido com abraços por colegas de farda. Veja:

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