Em meio a crise, o ministro da Justiça, Wellington Silva, vai viajar com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, na tarde desta quinta-feira (3/9).
Na corporação, há críticas ao ministro por ele não sair publicamente em defesa de Andrei, que está sob artilharia desde que decidiu questionar uma ordem do ministro André Mendonça, do Supremo, relator do inquérito que investiga o Banco Master.
O presidente Lula foi questionado nesta semana, inclusive, pela falta de apoio ao diretor-geral da PF não só da parte do ministro como também do Advogado-Geral da União, Jorge Messias. Numa conversa dura, Lula ouviu que seus dois homens na linha de frente deixaram Andrei na chuva.
Como revelou a coluna, Andrei pediu à AGU para ingressar contra uma ordem de André Mendonça para ter acesso a todos os documentos relacionados à investigação do INSS, que inclui o filho do presidente Lula, de forma bruta. A PF considerou uma interferência no trabalho dos delegados e sugeriu que o ministro pediu as informações brutas e organizadas de forma que possam ser buscadas para vazá-las. Foi o início da crise que hoje engoliu também ministros do Supremo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A coluna também revelou que Mendonça pediu para a PF identificar quem era o interlocutor de Daniel Vorcaro, do Master, em conversas nas quais o banqueiro pede proteção de Paulo e Andrei. E, assim, descobriu que se tratava de Alexandre de Moraes. A descoberta de que a investigação tinha chegado ao seu nome, levou Moraes a questionar Mendonça num encontro tenso entre os dois e que foi o estopim da atual crise.
Vorcaro acusou, em depoimento ao gabinete de Mendonça, que foi pressionado por policiais para não delatar relações prosmícuas com o diretor-geral. Andrei tem afirmado que Vorcaro é um mau caráter e nega qualquer relação com ele.

