O acordo de delação premiada do empresário João Carlos Mansur, fundador da gestora de fundos Reag, com a Procuradoria-Geral da República (PGR) avançou uma casa no STF.
Segundo apurou a coluna, Mansur foi ouvido por um juiz auxiliar do gabinete do ministro André Mendonça, no início da tarde da quinta-feira (3/9), na chamada audiência de voluntariedade.




Ministro André Mendonça
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFotoJoão Carlos Mansur, fundador da gestora de fundos Reag
Geraldo Magela/Agência SenadoDepoimento de Vorcaro à PF sobre servidores do BC
ReproduçãoA audiência, que faz parte do rito de processos de delaçao, serviu para o fundador da Reag declarar ao gabinete de Mendonça que prestou as informações à PGR de forma espontânea.
Próximos passos da delação
A partir de agora, caberá a André Mendonça, relator do Caso Master no STF, analisar os anexos entregues pela defesa do empresário e decidir se homologa ou não o acordo de delação.
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Caso o acordo seja homologado, a PGR poderá utilizar as provas e os relatos do empresário nas investigações do Caso Master. Em troca da colaboração, Mansur deve receber benefícios penais.
A assinatura do acordo de delação entre o fundador da Reag e a PGR foi noticiado primeiro pelo jornal O Estado de S. Paulo na quarta-feira (2/9) e confirmado pela equipe do Metrópoles.
Um dos principais focos da delação, segundo apurou a coluna, é o banqueiro Daniel Vorcaro. Na Reag, o empresário era o responsável por estruturar a teia de fundos usados pelo dono do Banco Master em seus esquemas.

