Ministros do Tribunal Superior Eleitoral têm buscado evitar que a crise que atualmente atinge o Supremo Tribunal Federal (STF) contamine os trabalhos da Justiça Eleitoral.
Segundo apurou a coluna, durante a sessão do plenário realizada na tarde de terça-feira (2/9), justamente no dia em que o episódio ganhou maior repercussão, os ministros optaram por não comentar o assunto relacionado ao STF.




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Reprodução / STFA avaliação entre os ministros é de que o TSE deve manter distância da crise que envolve o Supremo e preservar a normalidade dos trabalhos da Corte, especialmente diante da proximidade das eleições e da necessidade de garantir estabilidade no processo eleitoral.
Atualmente, três ministros do STF integram o TSE como titulares: Kassio Nunes Marques, que preside a Corte Eleitoral; André Mendonça, vice-presidente; e Dias Toffoli.
O TSE também conta com ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e representantes da classe dos juristas. Integram a Corte, entre outros, Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano Peixoto de Azevedo Marques Neto e Estela Aranha.
Segundo interlocutores, a orientação é evitar que a crise institucional no Supremo seja incorporada à agenda do TSE. A estratégia é preservar a independência da Justiça Eleitoral e impedir que as disputas envolvendo ministros do STF contaminem o ambiente da Corte às vésperas das eleições.
A crise no STF
A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou força após a divulgação de relatório da Polícia Federal contendo mensagens, registros de encontros e outros elementos relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
O material, divulgado por determinação do ministro André Mendonça, trouxe novos questionamentos sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, além de levantar discussões sobre possíveis contatos do banqueiro com o ministro durante o período em que era alvo de investigações que posteriormente resultaram em sua prisão.
Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Andreza Matais, os ministros chegaram a bater boca na Corte.

