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Desconhecida aborda mãe, grava bebê sem autorização e é confrontada na UnB

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Desconhecida aborda mãe, grava bebê sem autorização e é confrontada na UnB

Uma estudante da Universidade de Brasília (UnB) registrou Boletim de Ocorrência após uma mulher desconhecida abordar duas vezes ela e sua filha, uma bebê de 5 meses, dentro do campus. Na segunda aproximação, a mulher gravou e fotografou a criança sem autorização e se recusou a apagar os registros, mesmo a mãe ter solicitado.

O primeiro episódio ocorreu na manhã de quinta-feira (27/8), quando a estudante estava com a menina no colo, nas dependências do Pavilhão João Calmon (PJC), prédio do Campus da Asa Norte. Na ocasião, a mulher se aproximou de forma invasiva, pediu para cheirar o bebê e tentou pegá-la no colo. Assustada, a mãe recusou o pedido, explicando que não conhecia mulher, mas permitiu que ela visse a criança.

Ainda naquele dia, a estudante comentou o episódio com a babá da filha, demonstrou incômodo com a abordagem e orientou a cuidadora para que ficasse atenta a aproximação de pessoas desconhecidas. Durante a conversa, a mesma mulher passou pelo local e aparentemente ouviu o diálogo.

Segundo episódio

Cinco dias depois, na terça-feira (1º/9), a mulher teria se aproximado novamente da bebê. Enquanto a mãe estava em aula, a criança estava com a babá no corredor da universidade, sentada em um banco na parte central do prédio. A mulher teria começado a interagir com a bebê e passou a gravar vídeos e tirar fotos da criança.

A babá então informou que a mulher não tinha autorização para filmar ou fotografar a pequena, e pediu que ela parasse. Ainda assim, de acordo com o relato, a mulher não teria apagado os registros, e afirmado que não pretendia publicar as imagens, apenas enviá-las ao namorado.

Ao saber do acontecido, a mãe deixou a sala de aula e procurou pela mulher no campus. Ao abordá-la, pediu novamente que as imagens fossem apagadas, e, mais uma vez, a mulher se recusou. Teria ainda afirmado que não sabia que mãe e filha eram “famosas”, e deixou o lugar sem apagar os registros.

Após o episódio, a estudante acionou o marido e começou a tomar as medidas cabíveis na universidade: solicitou imagens de câmeras de segurança e comunicou setores próximos ao ocorridos.

A mãe também foi ao Centro de Segurança da UnB, solicitou preservação das gravações de câmeras e registrou ocorrência interna. Na ocorrência, foi registrada a abordagem reiterada de uma pessoa desconhecida, captação de imagens sem autorização materna e recusa em apagar os arquivos.

Coletivo de mães e Universidade

O coletivo de mães da UnB informou que recebeu o relato e reforçou que estudantes têm o direito de frequentar a universidade com os filhos “em condições de segurança, respeito e dignidade”.

“A presença de crianças no campus não pode significar que mães precisem abrir mão de sua tranquilidade ou permanecer em constante estado de vigilância e medo”, afirmou o coletivo

O coletivo informou que acompanhará o caso, que buscará providência junto à UnB, e orientou que situações semelhantes sejam denunciadas a instâncias competentes:

  • Protocolar denúncia na Ouvidoria da UnB;
  • Registrar Boletim na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA);
  • Preservar provas, como datas, horários, locais e buscar preservar imagens de câmeras.

Em nota, a Universidade de Brasília divulgou ter tomado conhecimento dos episódios e reforçou que situações dessa natureza devem ser comunicadas às instâncias institucionais competentes, para que os encaminhamentos necessários sejam realizados.

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