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Cury defende impeachment de ministro do STF "se infração for comprovada"

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Cury defende impeachment de ministro do STF "se infração for comprovada"

Belo Horionte – Sem citar nominalmente Alexandre de Moaes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mas questionado sobre a polêmica envolvendo o magistrado, o pré-candidato à Presidência Augusto Cury defendeu, nesta quarta-feira (2/9), o impeachment do ministro caso sejam “comprovadas infrações”. A declaração foi dada durante uma visita à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), no bairro Floresta, Região Leste de Belo Horizonte.

Claro, se tiver provado erros, se tiver comprovado, se cometeu infração séria, tem que ter renúncia, claro. Tem que haver impeachment. Mas não adianta só reformas pontuais. Nós precisamos fazer reformas nos fundamentos da Justiça”, afirmou.

A declaração ocorre um dia após o ministro André Mendonça, do STF, retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que mostra mensagens e contatos entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

As mensagens indicam que Moraes e Vorcaro conversaram sobre a possibilidade de uma operação da PF contra o banqueiro.

Em 15 de novembro de 2025, Vorcaro perguntou ao ministro: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Dois dias depois, ele foi preso pela PF ao tentar embarcar em um jato particular. A operação investigava a venda de títulos de crédito falsos pelo banco.

Mudanças no STF

Durante a agenda em Belo Horizonte, Cury defendeu “mudanças profundas” no Supremo e na Presidência. Entre elas, voltou a propor o fim do presidencialismo e a adoção de um sistema com um primeiro-ministro.

“Número um, fim do presidencialismo, fim do superpresidente que nunca plantou uma horta, nunca montou uma empresa e defendeu o futuro do comércio, o futuro da agricultura e o futuro da indústria. Temos que ter um primeiro-ministro como gestor do Brasil, com uma mente capitalista e um coração social”, disse.

Uma das mudanças defendidas por ele no Supremo é limitar a oito anos o período de permanência dos ministros. Atualmente, os integrantes da Corte não têm mandato fixo e podem permanecer no cargo até completarem 75 anos.

Outra mudança defendida por Cury foi o fim da reeleição. Segundo ele, políticos passam parte do mandato preocupados em permanecer no poder. “Muitos entram em Brasília devendo algo. É um ditado. E já pensam em como se perpetuar no poder. Gente, pelo amor de Deus, esse Brasil pertence a mais de 210 milhões de brasileiros. Cada cargo público, o cargo eletivo, é apenas o empregado do contribuinte com prazo determinado para ser despedido”, afirmou.

Por fim, o pré-candidato criticou o que chamou de “culto à celebridade” e a busca excessiva por fama e poder.

Direita x esquerda

Cury também afirmou que mantém diálogo com diferentes grupos políticos e disse ser respeitado tanto pela direita quanto pela esquerda.

“Eu sou muito líder e respeitado na direita, na esquerda. O Bolsonaro já fez foto mostrando meu livro. O Lula já falou para pessoas que gostam de mim. Eu não sou ameaça para ninguém. Eu sou ameaça para aqueles que não querem pacificação. E para a indústria dos haters. Vamos pacificar esse país”, falou.

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