A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2/9), por 404 votos a 61, a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Com o aval dos deputados, Pacheco concluiu a etapa de análise no Congresso e agora deve ser nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O senador ocupará a cadeira deixada por Bruno Dantas, que antecipou sua saída do tribunal para seguir para a iniciativa privada.
A indicação já havia sido aprovada pelo Senado na terça (1º/9). Pacheco foi escolhido para a vaga pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), seu aliado de primeira hora e contou com apoio de lideranças da oposição e do governo.
Ex-presidente do Congresso, Pacheco está no último ano de seu mandato como senador e decidiu não disputar a reeleição. Ele havia sido consultado por Lula para disputar o governo de Minas, mas também escolheu ficar de fora.
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Com a saída dele para o TCU, a cadeira de Minas Gerais no Senado ficará com seu primeiro suplente, o ex-deputado federal Renzo Braz (PP-MG).
A ida ao tribunal ocorre após Pacheco ter sido defendido por Alcolumbre e outros senadores para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula optou, na ocasião, pela indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitada pelo Senado.
O TCU é formado por nove ministros. A composição do TCU é dividida entre indicações do Congresso e do Executivo.
Das nove cadeiras, seis cabem ao Legislativo — metade à Câmara e metade ao Senado — e as outras três são de escolha presidencial.

