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Tarcísio diz que STF está “sob suspeição” e cobra investigação

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Tarcísio diz que STF está “sob suspeição” e cobra investigação

As novas revelações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro levaram Tarcísio de Freitas (Republicanos) a criticar o STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (2). O governador de São Paulo e candidato à reeleição afirmou que a Corte está “sob suspeição” e defendeu uma investigação sobre o caso.

Nós temos a Corte máxima do país sob suspeição, e isso é muito grave, isso é muito perigoso”, afirmou durante visita às obras de expansão da Linha 2-Verde do Metrô, na capital paulista.

A declaração ocorre após novas informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro. Entre elas, a CNN revelou que o ministro teve acesso e fez alterações na minuta do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. A banca afirmou que a análise ocorreu para verificar eventuais impedimentos legais.

Para Tarcísio, o episódio precisa ser esclarecido para que a confiança nas instituições seja preservada.

A confiança nas instituições não vai ser recuperada nem com silêncio e nem com corporativismo. A confiança nas instituições vai ser recuperada com transparência, com investigação séria e com responsabilização”, disse.

Questionado sobre quais medidas deveriam ser tomadas, o governador defendeu a abertura de uma investigação, mas ressaltou a necessidade do devido processo legal.

“Tem que abrir um processo de investigação. A gente não pode partir do pressuposto que aconteceu isso ou aquilo, então tudo tem que ser explicado”, afirmou.

Tarcísio ainda sustentou que eventuais responsabilidades devem ser apuradas independentemente do cargo ocupado. “Ministro nenhum do Supremo está acima da lei, senador nenhum está acima da lei, governador nenhum está acima da lei. Ninguém está acima da lei.”

Apesar do tom crítico, Tarcísio evitou defender uma eventual renúncia de Alexandre de Moraes. Questionado diretamente se o ministro deveria deixar o cargo diante das informações que vieram a público, o governador respondeu apenas: “Aí é uma questão de foro íntimo.”