Embora a ejaculação seja um dos temas mais comentados quando o assunto é função sexual masculina, há um fenômeno que pouca gente sequer sabe que existe: a ejaculação retrógrada. Nesse caso, o que acontece é que, durante o orgasmo, o sêmen segue para a bexiga em vez de sair pela uretra — ao contrário do comum, em que o colo da bexiga se fecha e o líquido é direcionado para fora.
Leia também
Ao Metrópoles, Mosiah Machado, médico da família e comunidade, destaca que, geralmente, não há com o que se preocupar. “Quando esse mecanismo não funciona adequadamente, parte ou todo o sêmen toma o caminho inverso. Depois, ele é eliminado junto com a urina e, em geral, não causa dano à bexiga.”
Segundo ele, as principais causas incluem cirurgias da próstata ou do colo da bexiga, alterações neurológicas, como a neuropatia relacionada à diabetes e lesões da medula, e, por fim, uso de alguns medicamentos.






O sexo é um dos pilares para uma vida saudável, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS)
PeopleImages/Getty ImagesUma vida sexual ativa e saudável tem impacto direto no bem-estar
Yana Iskayeva/Getty ImagesO prazer e o orgasmo liberam hormônios responsáveis pela diminuição do estresse e pela melhora do sono
Getty ImagesÉ possível manter a sexualidade ativa e saudável até a terceira idade
filadendron/Getty ImagesNo sexo, a liberdade permite testar novas posições e descobrir novas formas de prazer
South_agency/Getty ImagesSintomas
Para entender se está havendo uma ejaculação retrógrada, Mosiah afirma que é importante observar sinais como:
- Orgasmo com pouco ou nenhum sêmen saindo pelo pênis, o chamado “orgasmo seco”.
- Primeira urina depois do orgasmo mais turva.
“Entretanto, pouca ejaculação não significa necessariamente ejaculação retrógrada; existem outras causas de redução ou ausência do volume seminal. Quando necessário, pode-se confirmar a hipótese pesquisando espermatozoides na urina coletada após o orgasmo. Caso tenha sintomas neste sentido, procure avaliação médica”, orienta.

Vale ressaltar
Por último, o especialista comenta que o fenômeno não costuma causar perda total do prazer, apenas uma mudança na sensação do orgasmo.
O principal impacto, porém, pode ocorrer na fertilidade — já que, mesmo havendo produção de espermatozoides, pouco ou nenhum sêmen chega ao exterior.
“Na maioria das vezes, não é necessário tratar se a pessoa não estiver incomodada e não desejar ter filhos. Vale procurar avaliação médica quando a alteração aparece de maneira inexplicada, há ausência persistente de ejaculação, existe preocupação com fertilidade, começou após uma cirurgia ou medicamento, ou está causando impacto importante na vida sexual”, encerra.

