O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) relatou desconforto ao mastigar e passou por um ajuste em uma prótese que estava mais alta que os outros dentes e batia primeiro quando ele fechava a boca.
A ida de Bolsonaro ao Centro Odontológico da Polícia Militar do Distrito Federal ocorreu na manhã de 27 de agosto, sob escolta, após o ex-presidente pedir autorização ao ministro Alexandre de Moraes para ir ao dentista.
Segundo o relatório odontológico, o incômodo estava no dente 35, o segundo pré-molar inferior esquerdo. Os dentistas fizeram um desgaste na prótese, seguido de acabamento e polimento, para corrigir o encaixe da mordida.
Durante o atendimento, foram realizadas cinco radiografias dos dentes posteriores. Os exames apontaram que os tecidos ósseos e gengivais estavam saudáveis e que os implantes nas regiões dos dentes 36 e 46 estavam em boas condições.
As imagens, porém, revelaram uma alteração na ponta da raiz do dente 45, que já havia passado por tratamento de canal.
Como Bolsonaro não relatou dor ou desconforto nesse dente, os profissionais recomendaram acompanhamento e novas radiografias da região dentro de quatro a seis meses.
Além do ajuste na prótese, o ex-presidente passou por limpeza e polimento dos dentes. Bolsonaro foi levado de volta para casa após a consulta.
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Dentista
A ideia inicial da defesa do ex-presidente era que o atendimento ocorresse em um consultório particular de Fernanda Bolsonaro, esposa do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.
Moraes, relator da execução penal de Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, rejeitou o pedido e determinou que o ex-presidente fosse atendido pela PM. O ministro também afirmou que cancelaria a ida ao dentista caso as informações sobre o atendimento vazassem.

