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O horário eleitoral pode impactar as eleições em SP? Especialistas avaliam

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
O horário eleitoral pode impactar as eleições em SP? Especialistas avaliam

Com o início do horário eleitoral nas emissoras de rádio e TV nesta sexta-feira (28/8), os candidatos ao governo de São Paulo ampliam o alcance deles aos eleitores de todos estado. Neste ano, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), terá 6 minutos e 20 segundos de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, enquanto Fernando Haddad (PT) ficará com 2 minutos e 39 segundos até o primeiro turno das eleições. No total, 9 minutos diários estão reservados aos candidatos, às segundas, quartas e sextas-feiras, conforme distribuição homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

A CEO do Ideia Instituto de Pesquisa Cila Schulman destaca que o horário reservado para a propaganda eleitoral faz parte de uma estratégia multimídia para as campanhas .”A diferença é que hoje o horário eleitoral não é restrito à TV e ao rádio. Ele funciona numa visão muito 360 graus, que você assiste a propaganda na TV olhando na tela do seu celular. Então você já é impactado por outras informações que estão circulando ao mesmo tempo e isso tem uma relação”, afirma.

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Segundo o Vox Brasil, Tarcísio aparece à frente de Haddad no primeiro e no segundo turno, com margem de erro de 2,55 pontos percentuais
Candidato ao govenro de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum - Eleições 2026
O governador Tarcísio de Freitas
Fernando Haddad em agenda no Capão Redondo
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
Metrópoles
Os candidatos Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas confraternizam durante o debate exibido pela Band
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Os candidatos Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas confraternizam durante o debate exibido pela Band

Renato Pizzutto/Band/Divulgação
Segundo o Vox Brasil, Tarcísio aparece à frente de Haddad no primeiro e no segundo turno, com margem de erro de 2,55 pontos percentuais
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Segundo o Vox Brasil, Tarcísio aparece à frente de Haddad no primeiro e no segundo turno, com margem de erro de 2,55 pontos percentuais

Reprodução
Candidato ao govenro de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum - Eleições 2026
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Candidato ao govenro de São Paulo, Fernando Haddad (PT) participa do ABDIB Fórum - Eleições 2026

Divulgação/Campanha Fernando Haddad
O governador Tarcísio de Freitas
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O governador Tarcísio de Freitas

Evander Portilho / Divulgação Campanha Tarcísio de Freitas
Fernando Haddad em agenda no Capão Redondo
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Fernando Haddad em agenda no Capão Redondo

Diogo Zacarias
Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas
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Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas

Pablo Jacob/Governo de São Paulo/Divulgação
Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT)
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Os candidatos ao governo de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT)

Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O governador Tarcísio de Freitas e o ministro Fernando Haddad
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O governador Tarcísio de Freitas e o ministro Fernando Haddad

Bruno Ribeiro/Metrópoles
Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e governador de SP, Tarcísio de Freitas
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e governador de SP, Tarcísio de Freitas

Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda

No primeiro programa, Tarcísio deve focar nas entregas feitas ao longo do mandato dele à frente do Palácio dos Bandeirantes, em especial em São Sebastião, no litoral norte. O município sofreu com as fortes chuvas que atingiram a região durante o carnaval de 2023, cerca de dois meses após Tarcísio assumir o cargo, e deixaram 64 mortos e mais de 3 mil desabrigados.

Já Fernando Haddad deve ter a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o programa eleitoral e outros membros da chapa eleitoral dele, como o vice Márcio França (PSB) e as candidatas ao senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além de se apresentar para o eleitorado paulista.

O cientista político Marco Antonio Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), avalia que o horário eleitoral ainda tem um caráter democrático, apesar de ser dividido pelo tamanho do partido ou pelo tamanho da coligação, e favorece a estratégia de candidatos para atingir um grande público.

“[Tarcísio] já tem uma vantagem comparativa enorme. Ele é um governador bem avaliado e está concorrendo contra um candidato de um partido que tem muita dificuldade para chegar no interior. Então o somatório das condições de disputa que ele já tem na mão, ou seja, o governo na mão, o apoio dos prefeitos e da classe política, mais um horário eleitoral desse tamanho, ele só perde a eleição para uma mudança ou para uma conjuntura crítica muito forte”, disse Teixeira.

O cientista político ressalta: “E o Haddad, por mais que ele tenha pouco horário eleitoral gratuito, é a forma que ele tem de chegar no interior também, de chegar num eleitor que o partido não chega. Mas, obviamente, aqui tem um outro dado, o horário eleitoral gratuito se torna cansativo também, então, nada garante que a audiência seja grande e que as pessoas vão estar prestando atenção”.

As últimas pesquisas divulgadas apontam Tarcísio à frente de Haddad. De acordo com o último levantamento Ideia/ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Tarcísio tinha 50,6% das intenções de voto no primeiro turno, contra 33,6% de Haddad. Já a pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira (21/8), o governador de São Paulo aparece como favorito, com 40%, e o ex-ministro da Fazenda com 27%.

“Você tem [em São Paulo] um eleitorado que tá querendo reeleger um governador, né? E o incumbente é o peão [no tabuleiro] da reeleição. Primeiro o eleitor decide se ele quer continuar, depois ele olha pras alternativas. É a agenda da sociedade, que eu chamo, e ela vem antes da propaganda”, afirma Schulman.

A veiculação dos programas eleitorais acontece de segunda a sábado e vai até 1º de outubro, três dias antes do 1º turno, marcado para 4 de outubro. Os outros partidos que registraram candidaturas ao governo não terão direito à propaganda gratuita. PCB, PCO, Agir, PSTU e UP não atingiram a cláusula de barreira, mecanismo que restringe o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo do horário eleitoral obrigatório em rádio e TV.

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