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Morador de rua internado involuntariamente tinha baratas sobre o corpo

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Morador de rua internado involuntariamente tinha baratas sobre o corpo

O homem, de 72 anos, que foi internado involuntariamente na terça-feira (25/8) vivia dentro de uma árvore na 207 Sul e foi encontrado pelas equipes de acolhimento com baratas sobre o corpo. A informação foi dada pela governadora Celina Leão (PP) em agenda nesta quinta-feira (27/8).

O homem foi resgatado durante uma ação do projeto Consultório na Rua, da SES-DF no começo da semana. O paciente é usuário de álcool e foi localizado pela comunidade local.

“Esse morador de rua vivia dentro de uma árvore e estava com baratas em cima dele. Ninguém sabia o que fazer. Ele teve uma parada cardíaca dentro da ambulância do Samu. Foi estabilizado e intubado com quadro alcoolemia”, detalhou Celina.

Ao explicar o caso, a governadora também defendeu o protocolo de internação involuntária humanizada para o acolhimento das pessoas em situação de vulnerabilidade que precisam de ajuda.

“Muitas vezes esse discurso de direitos humanos, que não pode tirar as pessoas da rua, ele é contraditório. Porque se a gente não tivesse esse protocolo a gente não teria feito esse acolhimento”, apontou a governadora.

Segundo a subsecretária de Saúde Mental da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), Fernanda Falcomer o homem resgatado estava em situação grave de negligência e necessitava de cuidados contínuos e não oferecia risco para terceiros.

Internação involuntária

A internação involuntária foi aprovada no Distrito Federal em junho, e até agora duas pessoas foram internadas. O primeiro caso ocorreu na segunda-feira (24/8) após um homem ser flagrado caminhando sobre os trilhos do metrô.

A internação involuntária humanizada no Distrito Federal não é determinada apenas pela ocorrência de violência ou pelo uso de álcool e drogas. A medida depende de uma avaliação da equipe de saúde e deve seguir critérios específicos previstos no protocolo adotado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O protocolo inclui a avaliação de sinais de alerta, como risco à vida, violência e negligência extrema com os autocuidados básicos.

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