Goiânia – Diego Fonseca Borges foi condenado a 19 anos de prisão pela morte da então namorada, Ielly Gabriele Alves, de 23 anos, em Jataí, no sudoeste goiano. O julgamento ocorreu no Tribunal do Júri da cidade, quase três anos depois do crime, que ganhou repercussão nacional após a vítima registrar em vídeo o momento em que foi baleada.
Ielly foi morta em novembro de 2023. Na ocasião, ela segurava o celular e gravava Diego enquanto ele apontava uma arma em sua direção. A gravação registrou o disparo que atingiu o tórax da jovem.
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Após ser baleada, Ielly foi socorrida e levada para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
Repercussão nacional
- A morte de Ielly ganhou repercussão nacional não apenas pela brutalidade do crime, mas também porque o celular da jovem registrou o momento exato do disparo.
- As imagens se tornaram uma das principais provas utilizadas pela investigação para desmontar a primeira versão apresentada pelo acusado e esclarecer a dinâmica do assassinato.
- O caso também voltou a chamar a atenção para os sinais de violência doméstica que podem anteceder casos de feminicídio e para a importância de mecanismos de proteção às mulheres em situação de risco.
Vídeo contradisse primeira versão do acusado
Logo após o crime, Diego apresentou à Polícia Militar uma versão segundo a qual Ielly teria sido atingida por um disparo efetuado por homens que passavam de motocicleta.
A narrativa, porém, foi colocada em dúvida pelos policiais. Posteriormente, familiares da vítima apresentaram às autoridades o vídeo gravado pelo celular dela, que mostrou que o disparo havia sido efetuado pelo próprio namorado.
Diego acabou preso e passou a responder pelo assassinato. Durante o processo, a acusação sustentou que o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e que o relacionamento era marcado por conflitos e ameaças.
Investigação apontou histórico de violência
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, a investigação encontrou elementos que indicavam que Ielly sofria violência doméstica.
Segundo o delegado responsável pelo caso, havia registros de agressões anteriores e indícios de que Diego não aceitava o fim do relacionamento. A investigação também apontou que ele havia sido acusado de violência doméstica contra outra ex-companheira.
O Ministério Público de Goiás denunciou Diego por homicídio qualificado. O caso passou a ser tratado como feminicídio, considerando o contexto de violência contra a mulher.
Primeiro julgamento foi interrompido
O julgamento de Diego havia sido iniciado anteriormente, mas foi interrompido depois que a defesa deixou o plenário. Com isso, um novo júri precisou ser marcado.
A sessão realizada em Jataí em agosto de 2026 retomou o processo e terminou com a condenação do acusado a 19 anos de prisão. Diego permanecia preso enquanto aguardava o julgamento.

