O juiz da Força Aérea dos Estados Unidos, tenente-coronel Michael A. Schrama, decidiu, nesta quarta-feira (27/8), que Khalid Sheikh Mohammed, homem acusado de ser mentor dos ataques de 11 de Setembro, vai ser julgado a partir de 5 de junho de 2028.
Mohammend está detido na base naval norte-americana da Baía de Guantánamo, em Cuba, desde 2006. Ele vai ser julgado pelo tribunal militar junto a outros suspeitos de conspiração nos ataques: Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash, Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi e Ali Abdul Aziz Ali.
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Khalid é acusado de planejar os ataques de 11 de setembro de 2001, nos quais aviões sequestrados atingiram o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington. Uma quarta aeronave caiu em um campo na Pensilvânia.
De acordo com informações da BBC, o juiz negou o pedido da promotoria de iniciar o julgamento em 2027, por considerar o prazo muito curto para resolver questões pendentes no processo.
A data foi anunciada após um tribunal federal de apelações rejeitar, em decisão dividida, um acordo de culpa, que livraria o homem da pena de morte.
Mohammed foi acusado e indiciado em 2008 por crimes de guerra e assassinato pelas quase 3 mil mortes nos ataques de 11 de Setembro.
O processo contra ele e outros conspiradores se arrasta há anos, testando de forma inédita o sistema de comissões militares criado na era do ex-presidente Barack Obama e gerando intensos debates sobre suas regras.
De acordo com a defesa, o atraso no julgamento se dá devido aos esforços do governo para ocultar detalhes da tortura usada contra os detentos nas prisões secretas da CIA, antes da transferência para a Baía de Guantánamo, que ocorreu em 2008, três anos após a captura do acusado, no Paquistão.
Um relatório do Senado de 2014 concluiu que a CIA usou “técnicas de interrogatório aprimoradas” contra os conspiradores, o que incluiu 183 simulações de afogamento contra Khalid Sheikh.

