Sergei Naryshkin, chefe do serviço de inteligência estrangeira da Rússia, o SVR, afirmou nesta quinta-feira (27) que realizou uma “reunião de trabalho” com o diretor da CIA, John Ratcliffe, em Moscou, no início desta semana. Segundo ele, os dois discutiram assuntos não especificados e confidenciais que fazem parte da área de atuação de seus respectivos serviços de inteligência.
Naryshkin disse que o fato de os dois terem se reunido não é algo incomum.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu a visita de Ratcliffe — que ocorreu enquanto a guerra na Ucrânia se prolonga e os esforços para alcançar uma paz duradoura entre Estados Unidos e Irã estão paralisados — como “semirrotineira”. O Kremlin tem evitado comentar o que foi discutido.
Pelo menos dois veículos de imprensa americanos citaram fontes próprias dizendo que Ratcliffe alertou a Rússia para não atacar nenhum país-membro da Otan. Nem Washington nem Moscou confirmaram a informação.
O Kremlin também negou nesta quinta-feira (27) reportagens da imprensa americana de que a Rússia poderia atacar um Estado-membro da Otan e de que o objetivo da visita de Ratcliffe a Moscou teria sido alertar o governo russo contra uma ação desse tipo.
Questionado sobre as notícias, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou: “Muitas notícias alarmistas desse tipo estão sendo publicadas neste momento. É claro que isso não tem nada a ver com a realidade nem com as intenções da Federação Russa.”
Em outro desdobramento, a Comissão Europeia informou que Ratcliffe não comunicou à União Europeia que viajaria à Rússia nesta semana. “O diretor da CIA não nos informou sobre sua agenda”, disse a porta-voz da Comissão Europeia, Paula Pinho.

