A Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva da influenciadora Deolane Bezerra ao concluir que ainda existe risco concreto de repetição de crimes financeiros atribuídos a uma organização ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, assinada no último dia 21, foi disponibilizada nos autos nesta quinta-feira (27/8).
Ao rejeitar o pedido da defesa para substituir a prisão por domiciliar, o juiz Matheus Aquino Pirola Kruger apontou que os crimes investigados poderiam, segundo ele, continuar sendo praticados de dentro de uma residência.







Deolane Bezerra.
Reprodução/redes sociais.Deolane posou em foto com carrão
Reprodução/InstagramApós prisão, restaurante tira nome de Deolane Bezerra do cardápio
Instagram/ReproduçãoDeolane Bezerra
Instagram/ReproduçãoDeolane não se relacionava com alguém desde a morte de MC Kevin
ReproduçãoDeolane Bezerra
Reprodução/ InstagramDeolane Bezerra
Antonio Chahestian/Record TVDeolane Bezerra em A Fazenda 14
Record TV/Reprodução“O branqueamento de capitais, a movimentação de contas eletrônicas, o comando de empresas e a transferência de ativos são condutas eminentemente telemáticas”, afirmou.
Para o magistrado, Deolane ocupa posição de destaque no núcleo financeiro de uma organização ligada ao PCC e teria participado de uma engrenagem que movimentou mais de R$ 140 milhões. A decisão menciona empresas de fachada, fintechs e valores sem origem ou destino identificados.
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Plano envolvendo Dubai
Outro ponto usado para justificar a manutenção da prisão foi um documento apreendido na casa da influenciadora, datado de maio deste ano. Segundo a Justiça, o material previa uma reorganização empresarial que incluía uma sociedade administrada por fundo sediado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
O juiz também manteve as preventivas dos demais réus e reiterou as ordens de captura contra dois acusados que permanecem foragidos. A defesa de Deolane nega as acusações e sustentou que os valores investigados têm origem lícita, inclusive em honorários advocatícios.

