A defesa da produtora do filme Dark Horse recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um pedido para retirar de São Paulo uma investigação policial que mira os negócios da empresária Karina Ferreira da Gama.
O pedido dos advogados é que investigações envolvendo contratos da produtora com a Prefeitura de São Paulo sejam encaminhadas ao ministro André Mendonça, do STF.
O argumento usado pela defesa é de que a polícia paulista estaria invadindo o espaço do STF ao investigar um assunto que, por lei, já está sendo acompanhado de perto pelo STF.
O contrato do wi-Fi e o filme “Dark Horse”
Oficialmente, a polícia de São Paulo abriu um inquérito para apurar possíveis fraudes em um contrato de R$ 108 milhões, assinado entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma ONG que pertence a Karina, para instalar internet wi-Fi em bairros de periferia.
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No entanto, a defesa argumenta que a verdadeira intenção da polícia não é apenas checar o contrato de internet. Para os advogados, o foco real seria descobrir de onde veio o dinheiro para produzir Dark Horse, um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que está sendo feito pela Go Up Entertainment, outra empresa de Karina.
Flávio Dino
Hoje, o relator do caso que trata das emendas parlamentares destinadas à produtora é o ministro Flávio Dino. Foi após decisão dele que a Polícia Civil de São Paulo enviou, nesta quarta-feira (26/8), à Polícia Federal (PF), em Brasília, dados sobre a Operação Wi-Fi Livre, que investiga o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), que pertence a Karina Gama, também dona da Go UP Entertainment, produtora de “Dark Horse”.
Operação deflagrada pela Polícia Civil no início de junho, apontou que a gestão Ricardo Nunes (MDB) teria pago um valor 230% maior do que o estipulado no mercado para que a ONG de Karina Gama instalasse pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista. As investigações também apuravam suspeitas de fraude na licitação.

