O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que seu vice, Ricardo Mello Araújo, comete uma “grande injustiça” ao afirmar que tem sido deixado de fora das agendas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem é apoiador. Na segunda-feira (24/8), o coronel da Polícia Militar disse, em entrevista, que ficou sabendo de um compromisso da campanha de Tarcísio por meio de comerciantes.
“Tenho uma relação muito boa com o coronel Mello. A gente teve, no sábado retrasado, a reunião do secretariado e ele disse que não poderia ir. O Flávio Bolsonaro (PL) fez uma agenda e ele [Mello] disse que não pôde ir. Teve almoço com o Flávio e com o Tarcísio e ele disse que não pôde ir. Então ele é chamado para todas as agendas. Se ele tem outros compromissos, eu respeito. Mas, se está falando isso [que é excluído das agendas], está cometendo uma grande injustiça”, reagiu Nunes.
Nunes participou, na manhã desta quarta-feira (26/8), da abertura da 23ª Edição da Convenção Secovi-SP, organizada pelo sindicato do setor imobiliário, e foi questionado por jornalistas sobre as declarações de Mello. Ele afirmou não ter visto a entrevista, mas ressaltou que o vice tem acesso a todas as agendas.
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“Essas agendas políticas, todo mundo recebe. Vocês [jornalistas] sabiam, ele sabe. As coisas são públicas […] Ele é muito bem-vindo e é muito importante que esteja junto. Espero que, na próxima agenda, ele esteja aqui do meu lado, falando com vocês, e que tenha essa humildade de poder vir participar”, concluiu o prefeito.

