Enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, tem adotado discursos de conciliação com a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL-DF), candidata ao Senado, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro segue tecendo críticas à ex-primeira-dama nas redes sociais.
Nos bastidores do partido, os aliados avaliam que os ataques públicos podem desgastar a campanha eleitoral, que foi abalada na época da crise entre Michelle e Flávio.
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Eduardo tem sido aconselhado a diminuir as postagens em relação à madrasta. Flávio pretende conversar com o irmão para alinhar as falas sobre o caso.
No último domingo, o ex-deputado, que está nos Estados Unidos, comentou um vídeo com críticas à candidatura da ex-primeira-dama.
Ele escreveu “triste, mas verdadeiro”, em uma publicação do blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que dizia preferir a eleição da deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e do ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) no lugar de Michelle.
“Eu prefiro mil vezes Bia Kicis e Sebastião Coelho do que a Michelle, com oito anos de incógnita. É uma incógnita, porque nós não sabemos o que ela poderá trazer para a direita. O que não é incógnita: pauta feminista, pauta de esquerda, saindo da boca de alguém que se diz de direita”, alegou Allan.
Além do comentário, esse material também foi compartilhado nas redes de Eduardo. Para aliados, a postagem pode reacender a crise na família Bolsonaro.
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Em junho, Michelle Bolsonaro publicou vídeo em seu perfil afirmando ter sido desrespeitada e maltratada pelo senador Flávio Bolsonaro durante conversa por telefone sobre o palanque do Partido Liberal no Ceará.
Segundo a ex-primeira-dama, o episódio ocorreu após ela manifestar oposição à articulação conduzida por lideranças do PL cearense para composição com Ciro Gomes (PSDB) já no primeiro turno da disputa estadual.
Entenda a briga da família Bolsonaro
- Em junho, Michelle afirmou ter sido maltratada por Flávio Bolsonaro.
- O racha gerou forte repercussão interna no PL.
- Com isso, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher.
- Um mês depois, eles fizeram as pazes.
- Flávio conta com o apoio de Michelle para ganhar o voto feminino.
- O candidato à Presidência tem elogiado a madrasta em público.
- Na contramão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro segue com críticas à madrasta.




Michelle Bolsonaro é candidata ao Senado pelo DF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.fotoMichelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro
Crédito: Vittor Sales/Campanha Flávio BolsonaroRogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Michelle Bolsonaro
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiReconciliação
Um mês depois da briga, Michelle aceitou pedido de desculpas de Flávio Bolsonaro. Na ocasião, ela disse que, juntos, eles vão “reunir grande exército de pessoas de bem”.
Eles gravaram, no início de agosto, o primeiro vídeo para o horário eleitoral de 2026. Em conversa com jornalistas, o candidato à Presidência enalteceu a trajetória da madrasta.
“Ela é uma pessoa qualificada. A comunidade surda, por exemplo, praticamente não tinha nenhuma atenção antes de Michelle, e passou a ser outra realidade o tratamento que foi dado para essa comunidade após o trabalho dela”, disse.
O parlamentar tenta, com a reaproximação, ampliar sua popularidade no eleitorado evangélico e, principalmente, entre as mulheres.
Pesquisa Datafolha de julho aponta que uma simulação de segundo turno, metade das eleitoras declarou intenção de votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 40% disseram preferir Flávio.

