Mesmo com as pressões externas e ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o governo do Irã anunciou avanços nucleares e se mostrou disposto a continuar desenvolvendo o programa nuclear do país. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (26/8) pelo chefe da Organização de Energia Atômica do Irã (AEOI), Mohammad Eslami.
Segundo Eslami, o país avança no desenvolvimento da fusão nuclear, processo que tem sido estudado por diversos países, incluindo grandes potências, como Estados Unidos, China e França.
Na prática, a fusão nuclear é capaz de liberar quantidades de energia muito maiores do que a fissão, atualmente utilizada em usinas nucleares ao redor do mundo.
Os avanços acontecem em meio à pressão norte-americana para um acordo de paz, que também deve englobar um pacto nuclear.
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O programa nuclear iraniano foi utilizado por Trump como justificativa para atacar o país persa no último ano, em conjunto com Israel. O líder norte-americano usou o mesmo argumento ao iniciar a guerra deste ano, contrariando suas próprias falas de que instalações nucleares do Irã tinham sido destruídas na ofensiva de 2025.
De acordo com o presidente dos EUA, uma de suas missões é impedir que Teerã construa uma arma nuclear. Teerã, por sua vez, alega que seu programa nuclear é apenas para uso civil, conforme prevê decreto religioso assinado pelo ex-líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei. Com isso, o governo local alega que a manutenção do programa é um direito do Irã.
Enquanto um acordo não é firmado, e avanços não são conquistados no campo de batalha, Trump iniciou uma guerra econômica que tem como objetivo sufocar, ainda mais, o Irã. Recentemente, Washington ameaçou sancionar países que mantêm negócios com Teerã e deu um “prazo” para que as nações se adequem aos desejos norte-americanos.

