O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) criticou, nesta quarta-feira (26/8), a instalação de pedágios free flow em rodovias no interior do estado e prometeu revisão dos contratos caso eleito. O petista cumpre agenda de campanha em Ourinhos e Assis, no interior do estado, ao lado do vice Márcio França (PSB) e da candidata ao Senado Marina Silva (Rede).
“O free flow está afetando a vida de muitos trabalhadores do interior. Tem gente [que] está pagando para trabalhar”, afirmou Haddad. “O planejamento da instalação de pedágios, na opinião de muita gente, está mal feito. Tanto é que ele [Tarcísio] adiou uma parte da instalação para 1º de janeiro, inclusive com prejuízo para os cofres públicos porque ele vai ter que indenizar a empresa que ele contratou.”
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Em maio deste ano, a gestão Tarcísio adiou o início da cobrança do sistema de pedágios free flow em oito rodovias da região metropolitana e do interior de São Paulo para o início de janeiro de 2027. “Nós vamos ter que fazer um planejamento para os prefeitos. Todo mundo é a favor de estrada segura, mas eu penso que nós precisamos rever algumas instalações que estão excessivas, com preço excessivo”, disse o candidato do PT.



O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) cumpre agenda de campanha no interior de São Paulo.
Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando HaddadO candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) com apoiadoras no interior de São Paulo
Divulgação/Diogo Zacarias - Campanha Fernando HaddadHaddad ainda foi questionado por jornalistas sobre os temas prioritários do plano de governo dele para o interior, como a questão do roubo de cargas, de máquinas, implementos agrícolas.
Ex-ministro da Fazenda, Haddad afirmou que o início da reforma tributária, a partir de janeiro de 2027, vai permitir a reindustrialização do estado.
“A gente quer trazer de outros estados, nós queremos trazer a indústria de fora do Brasil para cá. Nós podemos gerar mais empregos em São Paulo, sobretudo com a economia 4.0″, disse. “As novas indústrias são indústrias altamente tecnológicas. Nós temos o maior parque de universidades públicas do país, 40% da produção científica do país no Estado de São Paulo. Nós temos que fazer valer o conhecimento e o talento do povo paulista para trazer indústria de fora para cá.”

