Mazloum Abdi, o chefe das Forças Democráticas Sírias (SDF), anunciou a dissolução do grupo liderado por curdos, que por anos atuou na guerra civil da Síria. O fim da aliança de milícias foi divulgado nessa terça-feira (25/8).
“Queremos construir uma nova Síria para todo o seu povo — curdos, árabes, turcomanos e assírios”, disse Abdi após reunião com o novo presidente da Síria, Ahmed al-Sharaa, em Damasco. “Uma Síria unida e estável que proteja o futuro de seus filhos e lhes garanta uma vida digna”.
Com o fim das SDF, combatentes que integravam a coalizão de milícias serão integrados ao exército regular sírio.
A medida faz parte de acordos assinados entre a atual administração síria, e o grupo criado em 2015, no contexto da guerra civil no país.
Além do fim da ala militar, as SDF concordaram em entregar o controle de áreas que controlavam no norte e nordeste da Síria para o governo central. Em troca, os curdos receberam a promessa de integração no Estado sírio.
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Por anos, as Forças Democráticas Sírias atuaram no país combatendo a ameaça do Estado Islâmico (ISIS), junto da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. Neste período, os curdos, considerados o maior grupo étnico do mundo sem um Estado soberano, receberam apoio direto de Washington e do Ocidente.
Em janeiro deste ano, contudo, a administração Donald Trump abandonou as SDF. A justificativa foi a de que a Síria agora é controlada por um governo reconhecido pelos EUA, que aderiu a aliança militar que continua combatendo os remanescentes do ISIS no país.
O fim das SDF faz parte de um plano mais amplo das novas autoridades de Damasco.
Apesar do passado ligado ao jihadismo e a grupos como a Al-Qaeda e Estado Islâmico, o novo presidente do país, Ahmed al-Sharaa, tenta reunificar a Síria por meio da inclusão de forças paramilitares, e minorias, ao novo governo.

