O documentário Não Existe Almoço Grátis, dirigido por Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel, estreia nos cinemas em 3 de setembro. Vencedor do prêmio de Melhor Filme pelo Júri Popular no Festival de Brasília, o longa acompanha três lideranças femininas do Sol Nascente, no Distrito Federal, durante a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A produção aborda a luta cotidiana contra a fome e a força da organização comunitária no Brasil. O filme mostra como a ausência de políticas públicas eficazes para o enfrentamento da fome levou o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) a organizar dezenas de Cozinhas Solidárias, responsáveis pela distribuição de refeições gratuitas em diferentes regiões do país.





Pôster do filme Não Existe Almoço Grátis
DivulgaçãoFilme Não Existe Almoço Grátis
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DivulgaçãoFilme Não Existe Almoço Grátis
DivulgaçãoA história acompanha Bizza, Jurailde e Socorro, três mulheres negras que coordenam uma dessas cozinhas, localizada no Sol Nascente, uma das maiores favelas do país. Durante a posse de Lula, elas ficam responsáveis por preparar a alimentação de centenas de militantes do movimento que viajam a Brasília para acompanhar a cerimônia.
As três protagonistas possuem trajetórias distintas, apresentadas de forma não linear ao longo do filme. Bizza sonha em construir a própria casa e abrir um negócio no lote que conquistou por meio da luta no MTST. Jurailde, evangélica, relaciona a conexão com a terra à ancestralidade indígena e às experiências de trabalho infantil que marcaram sua infância. Socorro, por sua vez, encontra o orgulho de si mesma ao construir a própria família depois de ter sido abandonada pelo pai ainda criança.
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Em meio às ameaças de golpe e ao avanço da violência política no país, Não Existe Almoço Grátis acompanha a preparação logística e culinária para a posse presidencial, em um dos momentos mais simbólicos da democracia brasileira desde a redemocratização. Paralelamente, o documentário apresenta entrevistas com as três mulheres, revelando histórias marcadas por dificuldades, mas também por resistência e transformação.
O filme propõe uma reflexão sobre a importância da organização coletiva e sobre como os laços de afeto e comunidade podem contribuir para enfrentar estruturas de desigualdade e questionar valores como meritocracia, individualismo e lucro. Na luta diária por moradia e contra a fome, Bizza, Jurailde e Socorro constroem, juntas, possibilidades de futuro.
“Costurando relatos íntimos ao registro vivo e em movimento da força da organização coletiva, o filme é um manifesto contra as máximas neoliberais da meritocracia, do individualismo e do lucro. Sua linguagem visual e sonora marca o contraste da desigualdade social no Distrito Federal, fazendo de Brasília uma personagem símbolo de injustiças a serem superadas”, afirmam os diretores Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel.

