No programa do Noblat, a bancada do Metrópoles analisou o descompasso evidente no ritmo e no tratamento dado a duas investigações de grande repercussão que estão sob a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal: a apuração sobre o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o inquérito do Banco Master envolvendo o senador Flávio Bolsonaro.
Enquanto a Procuradoria-Geral da República já se manifestou pelo envio do caso de Lulinha à primeira instância – diante da ausência de foro privilegiado e da constatação de que nenhum negócio com o governo federal chegou a ser fechado -, o tema segue alimentando um vazamento diário de suspeitas da Polícia Federal no noticiário, em flagrante contraste com a lentidão no avanço do escândalo financeiro de R$ 61 milhões do Banco Master.
Para Ricardo Noblat, o pinga-pinga de denúncias contra o filho do presidente reproduz uma tática recorrente de desgaste em anos eleitorais, apostando mais no volume do noticiário negativo do que na consistência jurídica das acusações.
Em contraponto à postura de Flávio Bolsonaro – que declarou o caso Master como “página virada” e recuou da promessa de prestar contas -, Lula deu entrevista à Record afirmando que não interfere na PF e que qualquer pessoa, inclusive seu filho, deve responder perante a Justiça.

