O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) voltou a criticar, nesta terça-feira (25/8), a política de juros do Banco Central e defendeu que o ciclo de cortes deveria ter começado antes. Na reunião de agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, para 14% ao ano, mantendo um ciclo de cortes após descer a taxa a 14,25% na última reunião. Antes disso, a Selic se manteve em 15% ao ano por cinco reuniões consecutivas.
“Faço aqui uma crítica à política monetária do Banco Central. Descabida. Não vejo nenhum sentido em manter a taxa de juros no patamar em que está”, afirmou Haddad durante o Fórum Eleições 2026 da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), em São Paulo. “Tinha que ter começado antes o ciclo de corte e a gente estaria em uma situação muito melhor do que está hoje”.
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Durante o evento da ABDIB, Haddad ainda pontuou o contraste com a economia brasileira. Segundo o ex-ministro, “a sociedade está cada vez mais verbalizando o desequilíbrio entre a taxa de juros e a realidade econômica do país”.
Em relação ao setor de infraestrutura, o petista defendeu melhorias muito o marco regulatório, para fortalecer a segurança jurídica. “As indicações [para agências regulatórias] precisam ser mais técnicas e menos políticas. Ser fortalecidas, inclusive, do ponto de vista de conhecimento, de formação, para trazer para o Brasil boas práticas de gestão de contratos de longo prazo”, disse.
O candidato ao governo de São Paulo se comprometeu, mais uma vez, a revisar os contratos da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
“Então, se a gente não começar a corrigir agora o caminho da Sabesp, nós vamos transformar a Sabesp na Enel das Águas, que é esse o grande medo da população. Aliás, ela já superou a Enel em reclamações no Procon. Então, se a Enel é um problema, como é que a Sabesp em tão pouco tempo conseguiu se tornar um problema ainda maior? Essa é a questão”, afirmou Haddad.
O evento ABDIB Fórum Eleições 2026 promoveu nesta terça-feira (25/8) o diálogo com candidatos à Presidência da República, como Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão). Também compareceram ao evento o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição no estado.

