Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (25/8), em Maceió (AL), que os R$ 600 do Bolsa Família perderam poder de compra desde que o valor mínimo do benefício foi estabelecido durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, a quantia que antes era suficiente para “encher o carrinho” do supermercado já não tem o mesmo efeito.
“Se não fosse o presidente Bolsonaro, muita gente ia passar fome. Foi ele quem colocou o Bolsa Família com o valor de, no mínimo, R$ 600. […] Passados quatro anos, o valor continua o mesmo. E o poder de compra do povo brasileiro despencou. Os R$ 600 que enchiam o carrinho no governo do presidente Bolsonaro agora não enchem mais”, declarou.
A fala ocorreu durante a primeira agenda oficial de campanha de Flávio fora do Sudeste. O senador participou de uma carreata pelas ruas da capital alagoana e teve compromissos com lideranças políticas e empresários.
“Os programas sociais, como esse Bolsa Família, não podem ser a última coisa que o governo faz. Nós vamos garantir aqui o Bolsa Família para as pessoas que precisam e vamos oferecer muito mais”, afirmou.




Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em ato, na avenida Paulista, em março de 2025
DANILO M. YOSHIOKA / ESPECIAL METRÓPOLES @danilomartinsyoshiokaAcenos ao Nordeste
Ainda durante a passagem por Alagoas, Flávio apresentou propostas direcionadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste. Entre as ideias citadas, está a construção de uma ligação ferroviária entre as capitais da região, com o objetivo de estimular o turismo.
O filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) também defendeu investimentos em infraestrutura, produção de energia, agricultura e ampliação da oferta de água. Segundo Flávio, o Nordeste deve ser tratado como uma região estratégica para o crescimento econômico brasileiro.
“Temos que olhar para o Nordeste como uma solução para o nosso Brasil”, disse.
Na área agrícola, o candidato afirmou que pretende ampliar a disponibilidade de água para produtores e transformar a região, nas próximas décadas, em uma das principais áreas de produção de alimentos do país.
Flávio também voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao falar sobre a situação econômica, afirmou que o atual governo é “gastador” e acusou a gestão petista de aumentar o endividamento do país.
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Segurança pública
A segurança pública foi outro eixo central do discurso de Flávio em Maceió. O candidato defendeu uma atuação mais rígida contra organizações criminosas e afirmou que pretende priorizar propostas relacionadas ao combate à criminalidade caso seja eleito.
“Eu vou ser radical na Segurança Pública. Se não gostou, vote no outro e continue andando nas ruas com medo”, afirmou.
Entre as medidas defendidas por Flávio, estão a redução da maioridade penal, a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas e a castração química para condenados por estupro.
Apoio a JHC
“Nosso candidato a governador é o JHC”, afirmou Flávio.
JHC, no entanto, não participou da recepção ao presidenciável no aeroporto. O deputado federal Arthur Lira (PP-AL), candidato ao Senado, também não esteve no local. Apesar das ausências, Flávio reforçou a aliança com o ex-prefeito.

