Últimas

Treta judicial por relógio Richard Mille de R$ 1,1 milhão é arquivada

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Treta judicial por relógio Richard Mille de R$ 1,1 milhão é arquivada

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou o arquivamento definitivo da ação civil envolvendo a polêmica venda de um relógio de luxo da marca Richard Mille, avaliado em R$ 1,1 milhão. A negociação do relógio de luxo tinha virado uma batalha judicial com peido de suspensão das prestações de R$ 200 mil devido a defeitos apresentados pelo produto.

Na ação, que tramita na 24ª Vara Cível de Brasília, um empresário da capital alegou ter comprado de um conhecido um relógio no valor de R$ 1,1 milhão, a ser pago em oito parcelas de R$ 200 mil. No entanto, após pagar a primeira prestação, de R$ 200 mil, o empresário alegou que o relógio começou a apresentar sucessivos vícios ocultos, como: entrada de água, paralisação da função de data e falha no mecanismo de horas e minutos.

Afirmou que o vendedor reconheceu a existência dos problemas em conversas por aplicativo de mensagens e, inicialmente, concordou com a devolução do bem. No entanto, posteriormente, mandou uma notificação extrajudicial exigindo o pagamento do saldo remanescente de R$ 900 mil, sob a alegação de mau uso.

Assim, o comprador do relógio de luxo pediu na Justiça a suspensão da exigibilidade das parcelas a vencer, a rescisão do contrato, a restituição de R$ 200 mil e a indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil.

Pedido de documentos e desistência

Porém, o juiz da causa, na 24ª Vara Cível de Brasília, apontou diversas falhas na documentação apresentada para suspender as cobranças, o que chamou de “erros de instrução”. O magistrado destacou pontos cruciais a serem corrigidos pelo autor da ação em 15 dias, se ele desejar seguir com o processo.

O comprador então protocolou desistência do processo e o juiz arquivou a briga pelo relógio, sem citar se houve negociação entre as partes. Consta na ação somente que o comprador optou pelo recuo estratégico da compra.

No dia 3 de agosto de 2026, os advogados do empresário comprador protocolou um pedido formal de desistência da ação cível, alegando não ter mais interesse no prosseguimento da lide.

No mesmo dia, o juízo da 24ª Vara Cível homologou o pedido por sentença e declarou o processo extinto sem resolução do mérito, isentando as partes do pagamento de custas e honorários sucumbenciais. Como as partes abriram mão do prazo recursal, a sentença transitou em julgado imediatamente no próprio dia 3 de agosto. O caso foi arquivado definitivamente no dia 5 deste mês.

Treta judicial por relógio Richard Mille de R$ 1,1 milhão é arquivada — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado