Em agenda na 6ª Bienal Internacional do Livro de Brasília nesta quinta-feira (20/8), a candidata ao Governo do DF Paula Belmonte (PSDB) elencou a educação como principal pauta de sua campanha e afirmou que deseja, caso eleita, elevar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do DF para o melhor do país.
“Nós vamos olhar a educação com integridade, com compromisso e mais uma vez falando de escola pública integral, trazendo a educação com transporte, a escola perto de casa, com transporte de qualidade, com uma alimentação de qualidade, porque a educação, ela não é só o ato de educar. Ela é o ato do ambiente. Hoje, 70% das escolas de Brasília não têm refeitórios. As nossas crianças e jovens se alimentam no chão. Então, tudo isso tem impacto na educação. Tenho certeza que em 2030 nós vamos entregar o melhor Ideb do Brasil. Esse é um compromisso”.
A postulante ao Palácio do Buriti prometeu ainda expandir as escolas de ensino integral e democratizar o acesso a livros por meio de vouchers para eventos como a Bienal.
“Nós vamos olhar a educação com integridade, com compromisso e mais uma vez falando de escola pública em tempo integral (…) A gente acredita que o ensino integral para as crianças, esse ensino integral com qualidade, com metodologia, ele possa fazer a diferença. E o acesso à leitura é fundamental”.
À imprensa, a candidata não se estendeu ao falar sobre o pedido de impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PSD) pelo Ministério Público Federal.
“Eu não tenho nada para comentar, muito pelo contrário, eu não sou advogada, né? Eu sou administradora, sou gestora e estou como candidata ao Governo do Distrito Federal. Mas eu vejo que a oportunidade que a gente tem mais de democracia de todos nós, é nós confiarmos nas urnas e nas eleições. Então, acredito que as eleições e as urnas podem ser uma grande aula de democracia e de fortalecimento da nossa democracia”.
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Em 2026, o DF apresentou índice educacional abaixo da média nacional no Ideb, uma das principais ferramentas de monitoramento da qualidade do ensino no Brasil.
O Ideb avalia, em uma escala de 0 a 10, o desempenho dos alunos e o percentual de aprovação no ano escolar. A pesquisa é uma das principais ferramentas de monitoramento da qualidade da educação.
De 2023 a 2025, período avaliado pela pesquisa, o índice apontado foi o maior em 20 anos, desde 2005. Ou seja, o Brasil alcançou os maiores valores da série histórica. Em contrapartida, o recorte do Distrito Federal mostra a capital abaixo da média do país em todas as categorias de ensino.
Os anos finais da escola, 1º ao 3º ano do médio, obtiveram a nota mais crítica, quando comparada com a média nacional, de 4,5. Brasília ficou 0,4 ponto abaixo do país, com 4,1. A média da capital federal ainda registrou queda quando comparada ao levantamento anterior, de 2023, onde a nota tinha sido 4,2.

