O ex-presidente da Bolívia Evo Morales denunciou, nesta quinta-feira (20/8), um suposto plano para assassiná-lo. Segundo ele, o plano teria sido desencadeado sob ordens do atual presidente do país, Rodrigo Paz, em coordenação com os Estados Unidos.
Em publicação na rede social X, Evo alegou que militares e policiais “patriotas” teriam repassado as informações sobre a operação militar que visa a região de Cochabamba, onde ele está escondido desde 2024.
Sem apresentar provas, Morales afirmou que a tratativa foi planejada junto ao governo norte-americano durante uma visita do ministro da Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, aos EUA. Tudo teria sido feito com instruções de Paz, que assumiu a presidência boliviana em novembro do último ano.
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“Nesse sentido, advertiram-me que não haverá captura, mas sim, para se safarem das graves acusações feitas contra o governo [Paz] sobre narcotráfico, corrupção, terrorismo de Estado e outras, a ordem é acabar com a vida de Evo utilizando uniformizados e sicários”, disse Evo Morales. “Se algo acontecer, o responsável é o presidente e seu ministro da Defesa”.
O ex-presidente da Bolívia está foragido há cerca de dois anos, após a Justiça do país ordenar sua prisão. Evo é acusado de estupro de menor de idade, além da promoção do terrorismo depois que liderou bloqueios em estradas bolivianas. O político de 66 anos de idade nega todas as acusações.
Apesar dos mandados de prisão, o ex-presidente tentou participar das últimas eleições no país. Ele, no entanto, foi impedido por ordens judiciais.

