O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu, durante sabatina ao programa Balanço Geral, da Record, nesta quinta-feira (20/8), que é necessário ter impunidade zero para crimes cometidos, além da valorização da categoria policial para reforço na investigação policial e investimento em políticas de segurança pública em São Paulo.
“Agora, o importante é punir, porque a impunidade é que gera mais crime. Nós estamos punindo menos de 5% dos crimes cometidos em São Paulo. Toda essa conversa que se ouve de ‘vamos aumentar a pena, vamos dobrar a pena’ é uma cortina de fumaça”, afirmou.” Tem que acabar com a impunidade. Esse número de 5 [%] tem que passar para 20 e depois para 50 e chegar a patamares altíssimos. De maneira que alguém pense 10 vezes antes de cometer um crime porque sabe que vai ser pego.”
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Uma das medidas defendidas pelo ex-ministro da Fazenda é a qualificação dos profissionais e valorização salarial de agentes.
Haddad voltou a defender a gravação contínua das câmeras corporais utilizadas pela Polícia Militar (PM) como uma forma de qualificar o serviço policial e oferecer mais transparência em casos de violência. Além disso, o petista também afirmou que pretende utilizar inteligência artificial para processar informações de ocorrências em tempo real e o registro de boletins de ocorrência através de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp. No combate ao crime organizado, Haddad disse que planeja criar um gabinete reunindo órgãos federais e estaduais para facilitar a troca de inteligência para operações.
O candidato do PT ainda fez críticas ao apoio do governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL).
“É óbvio que eu tenho preocupação com o governo Federal. Eu considero o Flávio Bolsonaro um risco institucional para o país, tanto do ponto de vista econômico quanto do ponto de vista ético, do ponto de vista social. E considero que o governador de São Paulo, ao apoiar o bolsonarismo, presta um desserviço ao próprio estado, porque o Bolsonaro não ajudou em nada São Paulo ao longo de quatro anos de mandato.”
Entre as propostas para um eventual mandato, Haddad afirmou vai reindustrializar regiões do estado como Sorocaba, Campinas, Vale do Paraíba, São José dos Campos e o ABC com a entrada em vigor da reforma tributária a partir de 2027 e fazer a revisão de contratos de concessão feitos pela gestão Tarcísio, como o da Sabesp e o de linhas da CPTM.

