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Quem é o pastor que usava igreja para dar golpe milionário no Rio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Quem é o pastor que usava igreja para dar golpe milionário no Rio

A coluna apurou que o líder religioso investigado por aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro por meio de um falso banco digital vinculado à igreja onde atua é Roberto Vieira Soares (foto em destaque).

Líder da Igreja Apostólica Vida e Adoração, que tinha sede em São Gonçalo e atualmente está localizada em Niterói, ele, segundo a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), valia-se da condição de líder religioso para atrair fiéis e pessoas de sua rede de influência a investir na plataforma “Gal Invest Bank”, operada pela empresa Grupo América Latina e conhecida entre as vítimas como “Banco do Pastor”.

Os investidores teriam sido atraídos sob a promessa de rendimentos mensais de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado. O prejuízo estimado é de R$ 1,11 milhão.

A coluna tenta localizar a defesa de Roberto Soares. O espaço segue aberto.

Investigação

As investigações apontam que, após a captação dos recursos, os rendimentos prometidos deixaram de ser pagos, inicialmente sob diferentes justificativas, até que as restituições foram completamente interrompidas.

Os investigadores identificaram, até o momento, pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao mesmo esquema, com prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,11 milhão.

A apuração aponta que a estrutura era mais complexa do que uma simples captação irregular de investimentos. As diligências revelaram a existência de uma organização criminosa com divisão de tarefas entre captadores de clientes, operadores financeiros e pessoas físicas e jurídicas utilizadas para administrar e movimentar os recursos obtidos das vítimas.

O quadro societário da empresa responsável pelo suposto banco digital também chamou a atenção dos investigadores. O capital social declarado era de R$ 5 milhões, mas alguns dos sócios registrados não apresentavam capacidade financeira compatível com os valores envolvidos.

Segundo os policiais, esse cenário indica a possível utilização de laranjas para ocultar os verdadeiros controladores e beneficiários do negócio.

Os valores captados das vítimas teriam sido direcionados para contas pessoais do principal alvo e para empresas ligadas a ele, incluindo negócios dos setores de construção civil, laboratório, consultoria contábil e instituição de pagamentos.

As apurações identificaram ainda uma conta de uma instituição de pagamentos que teria funcionado como uma espécie de “conta de passagem” do esquema. Somente nessa conta, foram registradas mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.

A investigação apontou ainda a participação de integrantes do núcleo familiar do principal alvo na estrutura criminosa. A cônjuge e o filho dele figurariam como sócios de empresas utilizadas para movimentar recursos e realizar saques de grandes quantias em espécie.

Operação Golpe de Fé

As medidas são cumpridas em endereços na capital fluminense, em Niterói, São Gonçalo e Duque de Caxias, além da capital paulista, com apoio de equipes do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).

A PCERJ afirmou que as diligências continuam com o objetivo de aprofundar a apuração das conexões financeiras e patrimoniais entre os investigados, identificar outros possíveis envolvidos e recuperar ativos provenientes das atividades ilícitas.

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