Fazer uma bolsa enorme parecer sofisticada é mais difícil do que parece. Ao ampliar um dos códigos mais reconhecíveis da Chanel, Matthieu Blazy poderia ter apostado no excesso. Em vez disso, o diretor criativo escolheu retirar: a Maxi Flap Bag dispensa a tradicional corrente e reduz os elementos visuais, mas mantém aquilo que basta para identificá-la como Chanel — o formato e o icônico fecho CC.
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Maxi Flap Bag
Bolsas enormes costumam apresentar uma dose de exagero. Na Chanel, porém, Matthieu Blazy encontrou uma maneira de fazer o maximalismo parecer elegante. A Maxi Flap Bag — apresentada no desfile de primavera/verão 2026 da etiqueta — amplia as proporções de um dos modelos mais reconhecíveis da maison, mas dispensa um dos seus principais códigos: a corrente.
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Maxi Flap Bag, assinada por Matthieu Blazy
Chanel/DivulgaçãoNo modelo, as alças de corrente são substituídas por tiras finas em couro
Chanel/DivulgaçãoVersão bordô
Chanel/DivulgaçãoChanel 2.55 Maxi
A escolha pode parecer simples, mas representa uma decisão importante de design. Em uma bolsa desse tamanho, reproduzir a corrente característica das Flaps poderia acrescentar peso visual e físico à peça, como é o caso da icônica 2.55. No modelo maxi, Blazy escolhe preservar apenas aquilo que considera essencial para que a bolsa continue sendo imediatamente reconhecida como Chanel.
Estética clean
Ao longo das décadas, a Chanel construiu um repertório visual tão consolidado que alguns poucos elementos são suficientes para remeter à marca. O desenho da Flap e o fecho CC são protagonistas altamente reconhecíveis nesse sentido.

Blazy explora justamente essa força. Ao retirar a corrente e apostar em uma aparência mais limpa, o designer demonstra que não é necessário reproduzir todos os códigos tradicionais da Chanel para preservar sua identidade. A sofisticação está menos na quantidade de elementos e mais na maneira como eles são organizados.
Trajetória de Blazy
Essa capacidade de trabalhar com acessórios não é novidade na trajetória de Blazy. Antes de assumir a direção criativa da Chanel, o designer esteve à frente da Bottega Veneta, onde as bolsas tiveram papel fundamental na construção de sua linguagem.

Na marca italiana, ganhou destaque justamente por transformar acessórios em objetos de desejo sem depender de logotipos ostensivos. Já na Chanel, o desafio é diferente. Em vez de criar uma nova identidade para a marca, Matthieu precisa trabalhar sobre códigos que já fazem parte da história da moda.







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A proposta conversa ainda com uma percepção contemporânea do luxo, na qual o excesso de informação deixa de ser sinônimo de sofisticação. Na Maxi Flap, o olhar é direcionado para a construção da peça, para a proporção e para os códigos essenciais da Chanel — fator que garantiu espaço para o modelo no guarda-roupa de personalidades como Dua Lipa, Elsa Hosk, Margot Robbie e Kaia Gerber.




